Colunas


A cenoura que não se come


A Constituição Federal do Brasil está passando por reformas, condicionamentos e preferências. Como composição de Leis de Estruturação de um país, a Constituição é, ao mesmo tempo, raiz profunda, tronco largo e galhos exuberantes. A copa desta árvore, alimentada pelas Seivas Constitucionais, estaria projetada para folhas revigorantes, ascendentes pelo sol de cada dia, e capaz de atrair os seres mais extraordinários. Da Constituição formam-se florestas, um país, com diversidades complementares, equilíbrio estável e capacidade de resistência por mudanças [resiliência].

A Constituição Brasileira está sob cuidado de lenhadores, incendiários e expropriadores. O Congresso Nacional se tornou uma Assembleia Constituinte, com revisões executadas com machados de PECs, emendadas e remendadas ao gosto do interesse, à fome de interesses mesquinhos, ao arroto interrompido pela gargalhada.

A PEC da Cenoura Eleitoral, pendurada por uma vara diante dos olhos famintos dos desabrigados de cidadania e respeito, que a cada passo e esforço sempre fica à mesma distância do objetivo do passo anterior, é a revelação, em preto e branco, da imagem do brasil minúsculo em democracia, raquítico em república e desnutrido em cidadania.

O dinheiro que é público, “doado à força” em impostos, “contribuições”, bandeiras coloridas nas contas elétricas, taxas de existência, é a destilação do trabalho pelo suor do trabalho ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

A Constituição Brasileira está sob cuidado de lenhadores, incendiários e expropriadores. O Congresso Nacional se tornou uma Assembleia Constituinte, com revisões executadas com machados de PECs, emendadas e remendadas ao gosto do interesse, à fome de interesses mesquinhos, ao arroto interrompido pela gargalhada.

A PEC da Cenoura Eleitoral, pendurada por uma vara diante dos olhos famintos dos desabrigados de cidadania e respeito, que a cada passo e esforço sempre fica à mesma distância do objetivo do passo anterior, é a revelação, em preto e branco, da imagem do brasil minúsculo em democracia, raquítico em república e desnutrido em cidadania.

O dinheiro que é público, “doado à força” em impostos, “contribuições”, bandeiras coloridas nas contas elétricas, taxas de existência, é a destilação do trabalho pelo suor do trabalho de todos os dias. E, tal qual o ouro que brotava à flor da terra, é de quem chegar primeiro. As Emendas do Relator, personagem sem cara, sem nome, sem digital, mal se limpam ao sair do banheiro.

Enquanto o inalcançável Relator, risonho por ser o dono de 40 bilhões de reais para serem distribuídos ao sabor de seus dedos e bolsos, faz da Constituição um rolo de higiene pessoal, e a cenoura continua tão inalcançável quanto antes, ainda que tão próxima que provoque o passo seguinte, a educação se torna uma conversa [debate não há] sobre ideologia, as gerações que se formam desde o ensino fundamental vão experimentar o deserto sem água.

Nas emendas do Relator tudo se faz, nada se provém. O Ministério da Educação tem experimentado corrupção e transferências de poder, ensino de robótica quando falta comida, licitações para transporte de “ônibus para ruas esburacadas”.

Se a Educação é cantada como o fenômeno para a “segurança segura” [sic] do desenvolvimento de gerações de pessoas e de um país que deveria florescer em exuberância, nada pode justificar cortes orçamentários de seis  bilhões enquanto o Relator relata o inenarrável de 40 bilhões e a PEC da Cenoura Eleitoral passa a cruzar ante os olhos cegos de esperança.

A Constituição já não edifica a floresta e suas diversidades e esperanças que lhe cabem. A Constituição virou um papel para que páginas lhes sejam coladas umas sobre as outras, a serviço dos interesses de grupos de interesses eleitorais, para preservar a concentração do poder político, da arrogância do cargo de Presidente Parlamentar e seus coelhos nascidos em ninhadas de votos.

Tal qual o desmatamento da Amazônia e suas queimadas, os votos nas próximas eleições não são e nunca serão a festa da democracia. Eleitor não é cidadão e nem se tornará cidadão porque outrora tenha votado. O voto é a cenoura que não se come!


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Você é do time cardápio impresso ou digital?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

Padre Júlio

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

MACONHA MEDICINAL

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

BANCO MASTER

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

SETE ANOS

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP

PROJETO BARRADO

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP



Colunistas

Jorginho busca viabilizar Carlos e Carol ao Senado

Coluna Acontece SC

Jorginho busca viabilizar Carlos e Carol ao Senado

Coluna Esplanada

Cardápio

Volta às aulas

Charge do Dia

Volta às aulas

Horizonte Urbano

Clique diário

Horizonte Urbano

Sem direito a flashback

JotaCê

Sem direito a flashback




Blogs

Falha Poética nº 5

VersoLuz

Falha Poética nº 5

Pouca vergonha

Blog do JC

Pouca vergonha

04.02 - Dia Internacional de Combate ao Câncer

Espaço Saúde

04.02 - Dia Internacional de Combate ao Câncer

YCI completa 70 anos

A bordo do esporte

YCI completa 70 anos



Podcasts

Hemosc de Itajaí pode ser entregue ainda este ano

Hemosc de Itajaí pode ser entregue ainda este ano

Publicado 05/02/2026 19:28





Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.