JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Tarifa zero
O movimento chamado por muitos de Tarifa Zero para o transporte público vem se apresentando como a mola motriz de que o povo tá puteado. Não significa que o motivo principal para mobilização seja exatamente o preço da passagem dos busos. É um canal de insatisfações sociais, rebeldias que tavam amarradas.
Tava ali
Outro dia ouvi um manifestante debulhando que estava ali porque tinha um monte de gente e achava aquele movimento bem legal. Esta declaração dá uma pista sobre a fragilidade do próprio movimento, da inexperiência dos participantes em movimentos coletivos, da baita falta de líderes e da organização pífia.
Quem será que será?
É preciso identificar abertamente aqueles que, com legitimidade, poderiam negociar as soluções. Não sei exatamente quem são. E a própria falta de liderança é a expressão da falta de controle sobre as condutas dos manifestantes e curiosos: quebra-quebra de patrimônio público, privado, choques de fechamento de vias e barreiras à circulação dos que não querem participar. Isto mostra o lado negativo do movimento.
Futuro?
Por outro lado, é a porta de acesso pra experiências de movimentos coletivos sobre questões políticas. É a experiência política em movimentos como estes que anima. Podem surgir novos líderes e novas pautas.
Em terras peixeiras
Em terras peixeiras tava observando dois movimentos de participação coletiva: o da Praia Brava e o da greve dos barnabés. Na primeira o motivo da participação não foi alterado e importa pouco saber o que significa Canto do Morcego (é o desacordo sobre a área que aparentemente mantém o movimento).
Enredo de filme
O tema sempre foi o mesmo, mas a motivação foi alimentada pela participação no programa televisivo CQC, na telinha nacional: nunca se viu tanta gente lutando pela causa ambiental ao mesmo tempo. Parece um filme de guerra: informação e contrainformação compõem o enredo e motivam os personagens.
Desmotiva
No segundo caso, a negociação foi orientada principalmente por relações complicadas, e com um único representante do funcionalismo público com afirmações divergentes (que foram comprovadas em filmagens e testemunhos). Isso fragiliza a liderança, diminui a importância dos filiados, desmotiva a participação.
Menos partidário
E isso indica que o próprio sindicato deva ser menos partidário, mais profissional e executivo dos interesses dos representados. No fundo, depõe contra as lideranças atuais sem dar espaços para novos líderes sindicais. Quais os novos personagens sindicais na negociação?
Quem é quem?
Outra variável importante é que os manifestantes não estão atrás fe um intermediário. Eles informam que não confiam nos interlocutores políticos e se posicionam por via da democracia direta ou pressão direta.
Povo!
Talvez tudo isso decorra de comentários como o de um ministro do STF, que afirmou durante o julgamento do mensalão que no tribunal não tinha povo, somente lei; e a própria desfaçatez do Congresso Nacional ao ficar de costas à população e em negociação partidária e eleitoral permanente com a presidência.
Agora, tem!
Localmente, tem o comportamento da Câmara de Vereadores de Itajaí que passou o primeiro semestre quase integralmente sem discutir o desenvolvimento da cidade. Eleições 2014, a caótica negociação com o funcionalismo público. Se não tinha povo, agora tem!
Morastoni e Morastoni
Na semana de aniversário de 153 anos de Itajaí alguns vereadores se congratularam com Itajaí pela televisão, rádios e jornais. E também pela internet. Mas o mais curioso de todas as manifestações foi a colagem da imagem do vereador Thiago Morastoni ao seu pai, o deputado barbudinho Volnei Morastoni.
Tudo junto
Nas sessões da piramidal casa do povo, purexemplo, houve (intuitivamente ou intencionalmente) a construção da versão Thiago sem Morastoni. É vereador Thiago pra cá e pra lá! Esta harmonia pai-filho é um indicador de como muito provavelmente será construído o esforço Morastoni.
Pesaram tudo
Pai e filho devem ter pesado prós e contras, discutido cenários e reunido incertezas. Mas acabam por informar os interessados neste comportamento, os adversários políticos, os concorrentes de mesma linha ideológica, que tão bem juntinhos...
Guarda pra turista ver
A Guarda Armada da Maravilha do Atlântico vai receber capacitação para atender os turistas. Um posto de informações será instalado junto ao novo posto da guarda, no Pontal Norte, onde também vão ser prestadas informações.
Louvável
Acho bacana a iniciativa de qualificar os agentes, se possível em três idiomas ainda, mas não se pode deixar de lado a estatística que coloca a Maravilha do Atlântico como a city com maior índice de violência na Santa & Bela Catarina. Neste sentido bizolho pouca ação do poder público, apesar de sentir que as barreiras da PM voltaram com força, me parece que o município ainda sustenta a Guarda Armada mais como assessório do que como entidade responsável pela segurança.
Casa da Barbie
O novo posto da Guarda agora fecha o cerco da avenida Atlântica, estando a GM presente na Barra Sul, Praça da Tamandaré e, agora, Pontal Norte. Mas nos bairros a queixa que escuto é de que as viaturas só circulam na beira mar.
Conto de fadas?
O local onde abrigava de maneira improvisada a casa do Papai Noel, da Barbie e do Coelho da Páscoa, a partir de agora vai abrigar uma unidade de segurança pública, com panorâmica vista do Leme ao Pontal, como diria Tim Maia.
