JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Mais do mesmo
A audiência pública sobre a guarda armada que ocorreu na piramidal casa do povo dia 11/09 foi esclarecedora sobre muitos aspectos mas confusa em outros. Tornou clara a dificuldade extrema de gestão integrada da segurança pública. De um lado os defensores da guarda armada como instrumento policial de repressão, de combate.
Cabe a PM
Foi declarado para quem quisesse ouvir que não há limite disciplinar para guardas armados porque, durante um evento de violência, eles atuarão como polícia militar. De outro lado, os que se dedicam a preservam a norma disciplinar e a Constituição Federal no tal artigo 144, parag. 8º, frisam que cabe à polícia Militar a tarefa de defesa do cidadão, de sua integridade social e física.
Limites legais
Os organizadores levaram um monte de otoridades tinham as opiniões mais diversas. E o título da chamada que ficou exposto no painel da câmara dizia que era sobre sua implantação, quando nem o projeto era conhecido. Esclarecimentos sobre os princípios legais foram colocados pelo reitor da Univali Mário César, pela juíza Sonia Moroso e por mais um conjunto de bagrões.
Marco zero
Outros comentaram apenas que a guarda municipal é importante e pode ajudar... Mas aí, meu amigo leitor de todas as horas, opinião não serve para o debate: serve o argumento. O mais importante foi o esclarecimento do que se chamou marco legal.
Num dá pra comparar
Outra coisa curiosa foi a comparação de Balneário Camboriú com Itajaí, cheia de extravagâncias: Itajaí tem 288km2 contra 46 de BC. Em terras peixeiras a maioria das habitações é horizontal - casas, e na Maravilha do Atlântico a maioria mora em apartamentos. Então, as diferenças de necessidades são espantosas. Guarda lá é uma coisa, aqui será outra, porque Itajaí tem área rural, bairros afastados, diferenças de estrutura viária etc.
Povo ficou de lado...
E depois de todo mundo falar, sobrou um tiquinho, um tempinho de nada pra população, em virtude do adiantado da hora, como disse o vereador Thiago Morastoni (PT), que comandava os trabalhos. Então, como sempre sói acontecer para o povão, o adiantado da hora... Mas a audiência não era para obter a participação do público? Como diria alguém mais afetado: me abana!!!
Primordial
Guarda armada é tão importante que deve ter a participação do público de forma primordial. Os grupos deveriam produzir documentos e argumentos e deixar o povão se posicionar. Senão é sempre mais dos mesmos, mais das otoridades estreladas que sempre têm o privilégio da fala. E o povo fica olhando de fora, como se seu papel fosse de espectador e não de protagonista.
Só pra inglês ver...
Se a audiência foi um sucesso, foi para os abobrões. A população saiu frustrada. O povo assistiu a um espetáculo baseado na obra: Não temos Gestão Integrada na Segurança Pública. E combater é coisa de guerreiro, prevenir é coisa de educador.
E rende
Em Itapema a população anda com a pulga atrás da orelha. A vereadora Nilza Simas (PSD) ainda não conseguiu convencer ninguém que trabalha pra valer e merece o salário como qualquer trabalhador. Os linguarudos alardeavam que ela andava com uma Nota Oficial pronta e era só o prefeito Rodrigo Bolinha (PSDB) assinar.
Num é essa a função
A tal nota defendia a vereadora e tinha um convite para jantar numa pizzaria. E aí veio o processo administrativo para averiguar tudo isso. E a vereadora leva e traz doentes? Esta é sua função? Será que daí não sai voto? É isso que poderia ser colocado como financiamento público de campanha?
Funservir passou
O projeto substitutivo do Funservir (plano de saúde do barnabé) foi empurrado goela abaixo. O vereador Ary Souza (PSD) tinha pedido aos colegas um tempo maior para analisar o caso, mas seu pedido foi rejeitado. Por nove votos a três, foi aprovado um reajuste da contribuição do município, que vai contra até o que foi dito em relatórios do Tribunal de Contas. Só foram contra o projeto da prefa os vereadores Pedro Francêz, Ary Souza e Marisa Zanoni.
Vereador confuso
A aprovação do Funservir provocou uma crise de consciência no vereador Fabio Flor (PP). Durante sua fala, reconheceu que o primeiro projeto encaminhado pelo prefeito Periquito (PMDB) à Casa do Povo era pra lá de injusto. E disse que os vereadores só conseguiram ajeitar o troço depois de muita discussão. Mais certo fez o seu companheiro de bancada Leonardo Piruka, que não abriu o bico para não contrariar o chefão do paço.
Bancou o advogado
Durante a votação do Funservir, o presidentão da casa do povo de Balneário Camboriú, Nilson Probst, resolveu bancar o advogado do prefeito. Disse que quando Periquito foi vereador aprovou um repasse de R$ 5 milhões pro Funservir. Só sisqueceu de dizer que enquanto o governo tucano repassou milhões pro plano de saúde do barnabé sobreviver, o prefeito retirou R$ 1,3 milhão do caixa do Funservir e ameaçou as finanças do treco.
