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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

O silêncio dos inocentes


O prefeito eleito de Camboriú, o médico Elcio Kuhnen (PMDB), e seu vice Ramon Jacob (PP) visitaram o socadinho escriba, no finde

Conversei com alguns metidos a analistas políticos da city pei­xeira sobre o silên­cio dos envolvidos na montagem do governo do prefeito eleito, o barbudinho Volnei Mo­rastoni (PMDB). A opi­nião geral foi de que o silêncio é bom se faz parte de um plano, e péssimo se advindo da falta de plano.

Pobremas

Na opinião desses sabi­chões há alguns problemas que Volnei tem que contornar para formação de um gover­no adequado. O primeiro é a equação da câmara de verea­dores. Para ter votações tran­quilas em todas as matérias, Volnei precisa de dois terços dos votos da piramidal, ou seja, no mínimo 14 dos 21 edis lhe apoiando.

O cenário da piramidal

A coligação que elegeu Vol­nei tem apenas seis desses votos preciosos, então terá que conquistar pelo menos mais oito simpatizantes. No desenho da câmara eleita, a maioria absoluta é teorica­mente oposição: 15 votos. E é aí que a porca torce o rabo na opinião dos sabichões.

A moeda de troca

Para conquistar corações e mentes, Volnei tem em seu favor o discurso de que a piramidal não pode ir con­tra os interesses da city e tal, mas o que cola mesmo para a montagem da maioria é a concessão de tetas, ops, cargos na prefa e autarquias, dizem os entendidos. Nessa esteira, vem boataria. Por exemplo, que o PP do pre­feito que sai, Jandir Bellini, teria recebido a promessa de 60 cargos para apoiar o go­verno volneista. Será?

Use e abuse

Outro partido que treme os lábios de emoção e volúpia quando se fala em cargos, se­gundo bocas de lata, é o PR, que tem a vereadora reeleita Dulce do Amaral, que sonha em ser secretária de Educa­ção em troca de mais dois votos para a armada governis­ta na casa do povo, ou seja, uma interlocutora pronta a negociar.

Varejo

O restante do apoio a Volnei viria do varejo, ou seja, dos partidos que elegeram ape­nas um vereador, que são: PSD (Celia do Elói), PCdoB (Marcelo Werner), PSB (Ru­bens Angioletti), PRB (Otto da Farmácia), Solidarieda­de (Renata Narciso) e PRP (Eduardo Ki massa). E aí estaria formada uma maio­ria sólida, 18 vereadores, inclusive com gordura pra queimar, e do outro lado do balcão ficaria, “solito”, o tucanato e seus três vere­adores, ou seja, a oposição real a Volnei.

Segunda via

Outra maneira de conse­guir apoio seria negociar di­reto com os vereadores fora da base em troca de apoio, a chamada coligação branca, que sai mais barato, mas que dá muito mais trabalho de articulação. Qual a melhor maneira de compor governa­bilidade na câmara? Esse é um dos problemas de Volnei, a solução para tal, ao certo, ainda ninguém sabe, daí as conjecturas.

Mais ‘pobrema’

Outro pepino do futuro go­verno é a queda de arrecada­ção do município e as dívidas deixadas pela atual admi­nistração. Para resolver essa questão, a solução, segundo os analistas de botequim, é economizar. Economizar sig­nifica diminuir o quadro fun­cional comissionado. Ou não investir em nada de novo no primeiro ano para ver depois como é que fica. Ou as duas coisas.

Resumo da opera

Na opinião dos ditos espe­cialistas, Volnei não terá vida fácil. Além das dificuldades enumeradas para conseguir apoio e as dificuldades orça­mentárias ditadas pela reali­dade, o alcaide terá que ne­gociar com sua própria base de apoio, que cobra o preço mais alto por ter estado sem­pre ao seu lado. As soluções para esses impasses dirão se o governo será bom, médio ou ruim. Ótimo vai ser difícil, va­ticinam os bocudos. Então é esperar pra ver. Ai Jisus!

Elcio e Ramon

O prefeito eleito da terra da pedrada e ex-do tiro ao vereador, Elcio Rogerio Kuh­nen (PMDB), e seu vice Ra­mon Jacob (PP), visitaram a choupana do escriba no fin­de. Conscientes dos desafios que lhe esperam, Elcio tem respondido que vai trabalhar muito. Lembra que desde sua campanha, que foi extre­mamente espartana, primou pela sustentabilidade. E esse deve ser um dos nortes do seu governo.

Saúde

Como médico, um dos maiores desafios será o hos­pital de Camboriú. Aliás, o prefeito eleito, Elcio, assu­me no dia 01 de dezembro a vaga conquistada através de concurso público de cirurgião geral de Barra Velha, até dia 31, quando pede licença pra se dedicar ao cargo de prefei­to de Camboriú.

Diplomático

Apesar de ser diplomático, Elcio deixa escapar a dificul­dade para fazer a necessária transição em Camboriú. Ele revela que seu futuro pro­curador protocolou pedido na prefa para que o proces­so seja estendido. Elcio diz que pretende propor lei para que o processo de transição aconteça logo após o pleito e, que o futuro secretário ‘tra­balhe’ junto com o titular.

Nomes

O burgomestre eleito reve­lou o nome de Hélio Cardoso Derene Filho como Procura­dor Geral em seu governo. Hélio já foi procurador de Bombinhas e assessor jurí­dico de Lapa (PR). Foi pre­sidente do Colegiado dos Procuradores Municipais da Amfri e Presidente da Junta Administrativa de Indeni­zações no Estado de Santa Catarina. A pedagoga e admi­nistradora, Roseli Poltronieri Gervásio, que é Analista de Prestação de Contas na ADR, na Educação e Altair Kadiz como superintendente da Fundação de Esportes. Aos poucos vem formando o time.

Contra

O articulista observa que o grande problema da capital da pedrada e ex-do tiro ao ve­reador é que a atual prefeita, a loirosa Luzia Coppi (PSDB), parece estar com raiva do povo por não ter elegido seu sucessor. Basta ver o que fez com seus vereadores, apro­vando um contingenciamento de apenas 10%, quando o atual é 40%. Com essa me­dida na câmara, a muié vai sair menor, bem menor neste derradeiro fim de mandato. E ainda quer ser candidata à deputada estadual?

Dificultando

Apesar de ter feito nota ofi­cial e ter dito ao socadinho escriba que não está dificul­tando a transição, não é o que vem acontecendo. Bai­xou aquele famigerado decre­to limitando dias e horários, o que vem prejudicando a tran­sição. Prejudica a cidade. Quem vai acabar sofrendo é a população. Será que Luzia se acha dona da cidade? Pensou que era ‘ad eternum?’

Sacanagem?

Outra situação tenebrosa é a que veicula um aumento de 15% para os professores de Camboriú. O que vai ferrar com o futuro governo. Parece algo maquiavélico. O atual governo joga contra a cidade. Lamentáveis tais atitudes.

Atiçou...

A visita na choupana do vereador e vice-presidente do Manda-Brasa peixeiro, Lau­delino Lamim (PMDB), atiçou os linguarudos que lascam que ele tem articulado na casa legislativa a composição da mesa diretora. O que tem causado certo desconforto entre as excelências, afinal, o bigodudo não se reelegeu. Parece que não entenderam a mensagem de Laudelino de “perdoai-lhes...”.

Seria por cargos?

Há quem diga que Lamim estaria apavorado pela possi­bilidade de ficar fora do go­verno. E tem quem diga que o mesmo tem colocado os pés pelas mãos e perdido a chance de ficar quieto.

Não entendeu?

O ‘fogo amigo’ nada cristão caceteia que Lamim perdeu a eleição e tem quem diga que ele ainda não entendeu essa nova fase. Tem gente que não se acostuma sem a boquinha, mas existe uma grande possibilidade de La­mim emplacar um cargo no gabinete do deputado fede­ral, Mauro Mariani, afinal Lamim trabalhou para Mau­ro e para a deputada esta­dual, Dirce Heiderscheidt.

Trampou

Lembram que Lamim tra­balhou para Mariani do Norte e Dirce do Sul, ambos de fora da city peixeira, e tem feito discursos criticando a possibilidade de Volnei tra­zer nomes técnicos de forao ? As línguas ferinas lascam que é mais ou menos as­sim: meu pecado é sempre menor que o dos outros. 


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