JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Tempos bicudos
Mais uma renca de políticos, a maioria do PMDB, foi citada na delação premiada do diretor da Odebrecht que organizava o propinoduto da empresa. Os linguarudos do apocalipse alardeiam que há mais citados por aí. Não será surpresa se todos os nomes com possibilidade de candidatura forte à presidência em 2018, à direita e à esquerda, se vejam envolvidos em esquemas. Então, como é que fica?
Joio e trigo
A acusação no geral é o recebimento de dindim de propina em campanha eleitoral, seja por dentro seja no caixa 2, ou 3, ou sei lá. Tudo vai ser julgado ainda. Caso a caso. Então, dado o volume, deve demorar. Até deve ter quem fez tudo certinho no meio dessa renca toda.
Passar a régua
O fato é que ter o nome citado, nessa altura do campeonato, é certeza de culpa ante a opinião pública, que já está por aqui com essa história toda. Para o brasileiro comum, todo político é culpado. Então tem que passar a régua e começar tudo de novo.
Tremei Temer
E o certo é começar por cima. Pesquisa Datafolha diz que 63% dos entrevistados querem novas eleições presidenciais. A avaliação do presidente com cara de vampiro, Temmer, ops, Temer está em queda livre. Daqui a pouco, estará abaixo da bunda do sapo. Há uma guerra surda de poder.
Nova eleição
Essa instabilidade política influencia diretamente na economia, que derrapa sem esperança de recuperação, pelo menos no curto prazo. No entendimento dos sabichões, em meio a esta crise, faz sentido uma nova eleição presidencial. E o quanto antes melhor, porque pelo menos o eleito teria a chancela das urnas que Temer não tem.
Fatos
Porque a tendência, pelo que as novas denúncias apontam, é que o presidente e o seu núcleo duro se verão cada vez mais enredados nas teias da Lava Jato. Isso quer dizer que Temer perderá rapidamente a governabilidade e até o apoio no Congresso.
Dar no pé
Sem falar que já perdeu as rédeas da economia. O dinheiro já está dando no pé. E isso quer dizer que estamos ferrados. Porque em casa que falta pão, todo mundo berra, mas ninguém tem razão.
Quem poderá nos defender?
No caso de uma nova eleição, no entanto, os candidatos que vem por aí assustam. Falam no Roberto Justus como uma espécie de Trump brasileiro. Pelo amor de Deus! Pesquisa Datafolha aponta Marina Silva imbatível num possível segundo turno contra Lula, Aécio, Alckmin, ou quem quer que seja. Mas Marina Silva é solução pra quê, hein? E se o Bolsonaro leva? Hein? Estamos f...
Ta podendo
O todo poderoso Marcelo Saldré, ops Sodré, anda com o sorriso de orelha a orelha. De acordo com o que se chama de combinado na partilha dos partidos, os seguidores dos preceitos brizolistas devem abraçar a maior fatia. Maior inclusive que a do próprio prefeito, o barbudinho Volnei Morastoni.
No controle
Com todo esse poder, o chefão dos brizolistas deve construir um plano de crescimento partidário buscando não só 2018, mas uma consolidação em 2020 como talvez o maior partido da city peixeira.
Gostem ou não
Sodré tem conduzido de maneira construtiva a geração ao longo desses anos, pois os resultados, apesar de lentos, são sempre positivos, com exceção da ré de 2008 quando se manteve agarrado nos vermelhinhos e foi derrotado pelo grupo do ex-homem dos galináceos, prefeito Jandir Bellini (PP). Diplomaticamente, Sodré balançou a poeira vermelha e iniciou um namoro com os amarelos logo em seguida, e continuou sua trajetória.
Desconstrução
O exemplo de Sodré parece não influenciar muito os manda brasas remanescentes. Desde a desvinculação de Eliane Rebello e seu grupo, mesmo que queiram mostrar outra coisa, o PMDB não se entende internamente, mesmo com a vitória de Volnei Morastoni. Há muitas mágoas no processo.
Resultado
O resultado no qual Sodré se delicia, se dá por conta da unidade dos quadros internos e a maneira horizontal com que seus companheiros, sempre mediando conflitos e atendendo anseios.
