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O zum-zum-zum da política e o ti-ti-ti dos políticos


Isaque Borba


Publicado 05/08/2022 09:34

Pense numa família que reside no mesmo local há cerca de 200 anos, com documentos históricos dando conta de que, naquela casinha simples à beira-mar, nasceu o seu avô e seu pai e foi onde você foi criado a vida toda, desde criança.

Inquilino?

Com a exploração imobiliária, a área que era do seu bisavô foi encolhendo e dando espaço para o desenvolvimento, em nome do interesse coletivo. E, sem saber de quanto a área poderia valer um dia, documentos foram sendo assinados de modo que o proprietário tornou-se inquilino, e a dona Justa definiu que você estaria morando de favor na casa onde viveu toda a sua vida. Incrível!

Nasceu ali

E, recentemente, num dia de sol, bate um oficial de justiça na sua casa com ordem de despejo, e do lado de fora do pátio um caminhão já aguardava para levar a “mudança” sem ao menos a possibilidade de um diálogo entre os que se dizem proprietários (uma construtora de Porto Alegre) e o morador que nasceu e sempre viveu ali.

Museu

Tudo resolvido em algumas horas o que levou gerações para ser construído, e agora querem que o morador deixe o imóvel, humilhado, sem ao menos uma contrapartida de tornar aquele local que é área de preservação, num museu sobre a história da pesca e da cidade.

Corrêa

A casa abriga objetos de elevado valor histórico, únicos no mundo. E tem até a carta de sesmaria, assinada por Dom Pedro e que conferia toda aquela área, inclusive com a denominação do sobrenome de quem foi o primeiro a habitar ali, “o morro e a praia dos Corrêa”. Coisa para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) olhar de pertinho.

Isaque

O fato descrito acima é um caso verídico, em que a partir da decisão tomada pela Justiça para o despejo, o escritor e historiador Isaque de Borba Correia, autor de vários livros que contam a história da região, está sem chão literalmente.

História

E todo acervo que mantém também pode se perder, com a alteração daquelas duas últimas casas históricas que foram tombadas pelo patrimônio histórico, como os últimos heróis da resistência e da resiliência, conservando ali parte da história da cidade.

Símbolo histórico

E, neste sentido, é incrível como Balneário Camboriú trata os seus símbolos históricos que são derrubados da noite para o dia, em nome do “progresso”, apagando por completo toda a história dos que ali passaram e ajudaram a edificar a praia mais desejada no sul do mundo e a capital catarinense do turismo.

Brasil afora

O que se espera é que essa situação toda possa ser revista e mais um absurdo não venha a ocorrer. Existe possibilidade de que essa história ganhe repercussão nacional pela importância do local e acervo. Existe interesse em mostrar tal situação em rede nacional de TV. Deveriam preservar melhor a sua memória. “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, Edmundo Burke.

Foto (Divulgação) 

 


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