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O zum-zum-zum da política e o ti-ti-ti dos políticos


Servidores bronqueados


Publicado 21/09/2023 17:58
Alterado 21/09/2023 19:11

 

Servidores efetivos da prefa do outro lado da vala, em Navega City estão descontentes com os critérios (se é que tem algum) de escolha dos cargos de confiança pelo prefeito Liba, Top, ops, Fronza (União Brasil! 

Indignação 

A indignação dos servidores com a falta de preparo e de comprometimento dos servidores foi muito bem descrita em uma carta aberta à população publicada nas redes sociais de servidor da Secretaria de Assistência Social, nesta quinta-feira.

Conchavos políticos 

A carta é grande e, segundo o autor, "do tamanho da sua indignação". E mostra que os conchavos políticos partidários do governo do tudo pode não contribuem em nada, ou muito pouco, para o andamento do serviço público. Inclusive, muitos desses servidores comissionados já são investigados pelo Ministério Público.

CARTA ABERTA AO SERVIÇO PÚBLICO
Em se havendo compromisso dos servidores efetivos o serviço público consegue andar sem os cargos comissionados, todavia, a recíproca não é verdadeira. Não se trata de menosprezar a importância e o valor dos cargos comissionados dentro do serviço público, eles são sim importantes e podem contribuir sobremaneira para o bom funcionamento do aparelho estatal, porém, a livre nomeação, primícia destes cargos, trazem consigo o perigo frequente e real da ocupação de cargos de liderança por pessoas despreparadas e que, alimentadas por gestões ineficientes e egocêntricas, acabam por comprometer o funcionamento dos serviços oferecidos à população e adoecer os servidores públicos efetivos, teoricamente melhor preparados, que preencheu critérios específicos de formação previstos em edital e logrou êxito em concurso público. Já de longa data é possível perceber que existe uma dinâmica conflituosa, plena de revanchismos e perseguições, nas relações estabelecidas entre servidores efetivos e comissionados. Este não é um privilégio de município A ou B, se trata de um fato que acomete todas as esferas de poder, em todo o território nacional, não obstante, não se pode conformar com a situação e permitir que abusos  e desmandos aconteçam e prejudiquem os serviços prestados na ponta e que atendem pessoas que precisam do poder público para suprir as suas necessidades mais básicas, pois na prática é isso que acontece. Aqueles que possuem cargos comissionados de chefia quase nunca possuem os conhecimentos necessários para exercer satisfatoriamente a função para a qual foram designados, trazendo um demasiado desgaste para aqueles que estudaram, pesquisaram e conhecem, através da sua vivência, o que podem, devem, ou ainda, não podem e não devem fazer. Esta celeuma tem causado um adoecimento biopsicossocial que traz como graves consequências o comprometimento do serviço ofertado para aqueles que precisam e, em muitos casos, o afastamento do servidor por tempo indeterminado para tratar sua saúde. Todavia a saúde mental não é como a saúde física, não se pode limpar, desinfeccionar e fazer um curativo em uma ferida aberta por uma violência psicológica. Demanda um tempo que é angustiante para quem adoece e é extremamente oneroso para o poder público, basta simplesmente que se faça um levantamento de quantos servidores efetivos estão afastados de suas funções por problemas como ansiedade, depressão, pânico e fobias diversas, mazelas direta ou indiretamente oriundas de suas práticas profissionais agravadas por relacionamentos desrespeitosos de assédio que desvalorizam e desmerecem os servidores efetivos. Se é o servidor público efetivo, devidamente constituído através de concurso público, que faz o serviço público acontecer, então por que razão é o servidor comissionado o mais beneficiado no poder público? Por que é sempre o servidor comissionado que tem os maiores salários, o maior reconhecimento e a maior demonstração de apreço e gratidão por parte dos cargos eleitos pela população que o servidor efetivo atende? Obviamente existem questões político-partidárias e interesses alheios ao cerne do que se propõe o serviço público, não se pode ser inocente neste sentido, porém não se pode permitir que estes interesses sejam maiores que o interesse público, sendo este um princípio básico da administração pública positivado na Constituição Federal e em diversas outras leis que se baseiam nela. Acontecimentos recentes comprovam a importância da estabilidade e da autonomia e comprometimento que esta traz para o bom funcionamento do serviço público. Não fosse a estabilidade do servidor público muitas situações que ferem os princípios da administração pública não seriam descobertas e denunciadas. Desta forma é necessário que se pense em uma reforma administrativa que efetivamente limite os poderes que os cargos comissionados possuem e que sejam mais assertivos e objetivos em relação aos limites de suas funções e atuações. O mundo mudou, as tecnologias mudaram, as leis, diretrizes, tipificações e orientações que norteiam o serviço público mudaram, mas os cargos comissionados ainda são vistos por aqueles que os nomeiam e por aqueles que o ocupam como sempre foi, uma espécie de capitão do mato, um servidor que é colocado em um posto para controlar, manipular, assediar e, em verdade, tornar a vida dos servidores efetivos um verdadeiro inferno, a troco de politicagens das mais diversas. Cargo em comissão, também chamado em outra época de cargo de confiança, é aquele que os mandatários constituem para dividir a confiança e a responsabilidade que a população depositou neles, é aqueles que estão ali para coordenar os serviços, não as pessoas. Não existe chefe no serviço público que não seja o POVO, ao povo cabe o poder porque é dele que o poder emana, os cargos eletivos e comissionados, assim como os servidores efetivos, são servidores do povo. Os primeiros não são chefes dos segundos, embora alguns realmente achem que são. Os primeiros estão para organizar os serviços e os segundos para executá-los. Portanto, se os cargos eletivos e comissionados trabalham para o povo eles deveriam trabalhar no intuito de facilitar a vida e a prática profissional dos servidores efetivos que lidam diretamente com a população, e não dificultar ainda mais os seus afazeres, como temos visto acontecer. Este texto é um pedido, uma súplica para que aqueles que foram constituídos através do voto popular zele pela saúde física e mental dos servidores públicos efetivos, pois sem eles o serviço público comprometido e de qualidade não existe. O agente público que não respeita o servidor não respeita o povo, pois é para o povo e pelo povo que o servidor público trabalha.

Carlos Eduardo de Figueiredo Andrade
Psicólogo
Orientador Social da Assistência Social de Navegantes-SC

 


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