ITAPEMA 

Família acusa hospital de negligência em morte de bebê

Pai desabafa: “Sair do hospital e ir pro cemitério é muito triste”

Hospital ainda não entregou prontuário à família (Foto: arquivo)
Hospital ainda não entregou prontuário à família (Foto: arquivo)

Eloá Canaverde Viana, a primeira filha de Ábnner Matheus Soeiro Viana, 29 anos, e Katiana Canaverde de Oliveira, 33, era esperada com amor. O enxoval estava pronto, o quarto decorado e a mãe, radiante, posava para fotos. No entanto, o sonho se transformou em tragédia no dia 21 de novembro, quando a bebê nasceu sem vida no Hospital Municipal Santo Antônio, em Itapema. A família acusa a unidade de negligência pela demora em fazer a cesariana. 

De acordo com o boletim de ocorrência, o casal buscou atendimento no hospital seis vezes durante a gestação avançada, mas era orientado a voltar para casa porque “não estava na hora”. “ ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

De acordo com o boletim de ocorrência, o casal buscou atendimento no hospital seis vezes durante a gestação avançada, mas era orientado a voltar para casa porque “não estava na hora”. “Chegamos ao hospital com 41 semanas, mas só verificaram os batimentos cardíacos e disseram que estava tudo bem”, afirma Ábnner. 

Continua depois da publicidade

Internada

No dia 20, Katiana foi internada e os médicos iniciaram a indução do parto normal com aplicação de pílulas vaginais a cada seis horas. O procedimento, que durou 18 horas, gerou intenso sofrimento para mãe e bebê. “Minha esposa sofreu violência obstétrica. Eles ignoraram as dores e o desconforto”, acredita o pai. 

O desfecho foi quando os batimentos cardíacos do bebê desapareceram. Apenas então a equipe decidiu pela cesariana de emergência, mas Eloá estava morta. “Disseram que o cordão umbilical estava enrolado no pescoço, mas isso não explica tudo. Para nós, foi negligência”, lamenta Ábnner.

Prontuário médico ainda não foi entregue 

A família solicitou o prontuário médico, mas o hospital informou que o documento será disponibilizado em até 10 dias. Devastados, os pais registraram boletim de ocorrência e pretendem processar o hospital. “Você sai do hospital achando que vai pra casa com seu bebê, mas sai direto pro cemitério. É uma dor que não tem fim”, desabafa Ábnner. 

Além da dor, a revolta se mistura ao sentimento de impotência. “Diziam que estava tudo normal, que não precisava da cesariana. No fim, minha filha não está aqui. Isso é revoltante”, finaliza o pai. 

O DIARINHO tentou contato com a Redeh Beneficência Cristã, responsável pelo hospital, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.



WhatsAPP DIARINHO


Conteúdo Patrocinado



Comentários:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Clique aqui para fazer o seu cadastro.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.


Envie seu recado

Através deste formuário, você pode entrar em contato com a redação do DIARINHO.

×






216.73.216.40


TV DIARINHO


INVASÃO E FUGA NA MADRUGADA Quadrilha quebrou a vitrine de uma conscessionária na Osvaldo Reis e fugiu ...



Especiais

Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Venezuela

Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Como crise ambiental fez governos e empresas sentarem no banco dos réus

Justiça climática

Como crise ambiental fez governos e empresas sentarem no banco dos réus

A ditadura e o poder civil exibidos ao mundo por "O Agente Secreto"

Além do Globo de Ouro

A ditadura e o poder civil exibidos ao mundo por "O Agente Secreto"

Neste verão, tem maconha argentina queimando legalmente no Brasil

MARIJUANA

Neste verão, tem maconha argentina queimando legalmente no Brasil

Militares apontam grupos armados e pressão migratória como riscos para o Brasil

Venezuela

Militares apontam grupos armados e pressão migratória como riscos para o Brasil



Blogs

Thiago Morastoni no Porto de Itajaí

Blog do JC

Thiago Morastoni no Porto de Itajaí

Haikai moderno — quando o instante também é urbano

VersoLuz

Haikai moderno — quando o instante também é urbano

Picos de glicose: o desequilíbrio invisível que adoece mesmo quem “não tem diabetes”

Espaço Saúde

Picos de glicose: o desequilíbrio invisível que adoece mesmo quem “não tem diabetes”



Diz aí

“O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas”

Diz aí, Juliana!

“O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas”

"O que esses quatro vereadores a mais vão proporcionar para os habitantes de Itajaí?”

Diz aí, Bento!

"O que esses quatro vereadores a mais vão proporcionar para os habitantes de Itajaí?”

"Todo mundo sabe que Itajaí sofre uma crise hídrica"

Diz aí, Robison!

"Todo mundo sabe que Itajaí sofre uma crise hídrica"

"Fizemos contato com a defesa e estamos discutindo a apresentação [dela]”

Diz aí, delegado Roney

"Fizemos contato com a defesa e estamos discutindo a apresentação [dela]”

"Eu não concordo que o Jorginho está eleito"

Diz aí, Afrânio!

"Eu não concordo que o Jorginho está eleito"



Hoje nas bancas

Capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.