O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que não vai concorrer à reeleição. O anúncio da desistência aconteceu neste domingo, através de um comunicado postado no X (antigo Twitter). Biden vai cumprir o mandato até janeiro de 2025.
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Desde o fim de junho, Biden vinha sendo pressionado a abandonar a ideia de concorrer às eleições após ter tido um mau desempenho no primeiro debate presidencial e por ter dado entrevistas ...
Desde o fim de junho, Biden vinha sendo pressionado a abandonar a ideia de concorrer às eleições após ter tido um mau desempenho no primeiro debate presidencial e por ter dado entrevistas com falas desconexas.
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As preocupações com Biden aumentaram quando o presidente americano passou a protagonizar algumas “gafes” que soaram como confusão mental. Neste mês de julho, durante uma coletiva de imprensa, Biden confundiu a vice-presidente Kamala Harris com Donald Trump, candidato do partido Republicano para as eleições de 2024.
Ele também se confundiu em um discurso na finalização da Cúpula da Otan e chamou Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, de “Putin”, presidente da Rússia.
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Confira o comunicado completo:
"Meus companheiros americanos,
Nos últimos três anos e meio, fizemos grandes progressos como Nação.
Hoje, a América tem a economia mais forte do mundo. Fizemos investimentos históricos na reconstrução da nossa nação, na redução dos custos dos medicamentos prescritos para os idosos e na expansão dos cuidados de saúde acessíveis a um número recorde de americanos. Fornecemos cuidados extremamente necessários a um milhão de veteranos expostos a substâncias tóxicas. Aprovou a primeira lei de segurança de armas em 30 anos. Nomeada a primeira mulher afro-americana para a Suprema Corte. E aprovou a legislação climática mais significativa da história do mundo. A América nunca esteve melhor posicionada para liderar do que estamos hoje.
Sei que nada disso poderia ter sido feito sem vocês, povo americano. Juntos, superamos uma pandemia que ocorre uma vez num século e a pior crise económica desde a Grande Depressão. Protegemos e preservamos a nossa democracia. E revitalizamos e fortalecemos nossas alianças em todo o mundo.
Falarei à Nação ainda esta semana com mais detalhes sobre minha decisão.
Por enquanto, deixe-me expressar minha mais profunda gratidão a todos aqueles que trabalharam tanto para me ver reeleito. Quero agradecer à vice-presidente Kamala Harris por ser uma parceira extraordinária em todo este trabalho. E deixe-me expressar o meu sincero agradecimento ao povo americano pela fé e confiança que depositou em mim.
Acredito hoje no que sempre acreditei: que não há nada que a América não possa fazer – quando fazemos isso juntos. Só temos que lembrar que somos os Estados Unidos da América."