Meio ambiente

Antigo morador transformou pedaço de Cabeçudas em paraíso verde

João Apolinário Teixeira, 87 anos, nasceu em Ilhota e mudou-se para Cabeçudas na década de 1950

João Apolinário trabalhava com o banqueiro Genésio Miranda Lins. Ele se mudou para o bairro na década de 50 (FOTO: JOCA BAGGIO)
João Apolinário trabalhava com o banqueiro Genésio Miranda Lins. Ele se mudou para o bairro na década de 50 (FOTO: JOCA BAGGIO)

João Apolinário Teixeira, de 87 anos, nasceu em Ilhota e mudou-se para Cabeçudas na década de 1950.  “Daqui só para o outro mundo”, declara, de forma taxativa. Ativo, determinado e de bem com a vida, João hoje é aposentado e vive em uma casa incrustada na morraria que contorna o bairro, em meio a centenas de espécies de aves, mamíferos e árvores que faz questão de preservar. No entanto, seu passado não foi tão tranquilo: por mais de 50 anos João foi motorista particular e homem de confiança do político e banqueiro Genésio Miranda Lins, um dos nomes mais influentes de Santa Catarina no século passado.
João perdeu a conta das viagens que fazia de Itajaí para São Paulo nos tempos em que seu patrão estava à frente do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina S/A (Inco), uma poderosa e influente organização financeira fundada por um grupo de investidores catarinenses no ano de 1934. O Inco surgiu tendo à frente Irineu Bornhausen e Otto Renaux, e empresários de peso como acionistas: Bonifácio Schmidt, Victor Konder, Antônio Ramos, Augusto Voigt. Genésio Lins entrou na sociedade como o principal organizador.
Do Vale do Itajaí, o banco se expandiu para outros pontos do estado e ganhou o país ao incorporar o Banco Agrícola de Bela Aliança e o Banco Nacional (antigo Banco Ítalo-Brasileiro), operando com solidez nas regiões Sul e Sudeste. Em 1968, o Inco foi adquirido pelo Bradesco, mas João continuou trabalhando para a família Lins. Genésio morreu em 1977 aos 74 anos, mas sua casa continua imponente na rua da praia, a Juvêncio Tavares d’Amaral.
Também pertence aos herdeiros de Genésio Lins uma área de terras equivalente a cerca de 70 terrenos onde João reside há mais de 60 anos - o local foi adquirido para ser transformado em loteamento, o que não ocorreu pelas condições íngremes dos terrenos. Ele pegou a parte desmatada e vem reflorestando ao longo dos anos. Hoje são centenas de árvores nativas: guarapuvu, figueira, tucaneira, embaúba, palmeira juçara, e outras tantas espécies frutíferas como ameixeiras, nogueiras, bananeiras.
“Eu nasci num sítio e minha alegria é estar no mato. Gosto do barulho dos animais, dos cheiros. Estar aqui é minha vida, minha alegria”, revela. João aponta com orgulho uma família de cotias que comem o milho que ele coloca diariamente para os pequenos mamíferos e dezenas de aracuãs que disputam as frutas, assim como as pombas do mato, pardais, canários e cambacicas que cobrem o chão na busca pela ração e quirera espalhadas pelo dono da casa.

 

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