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Itajaí

Pais tentam transferência de menina internada há oito meses no hospital Pequeno Anjo de Itajaí

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Roupinhas em malas e sacolas, a maioria presentes de amigos e parentes. No berço, um lençol em tons de rosa. A casa da família Moretti aguarda, há oito meses, ser preenchida de alegria. Aos nove dias de vida, a pequena Valentina foi internada na unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Pequeno Anjo, em Itajaí. Ela tem uma infecção crônica respiratória e vive entre a vida e a morte. Os pais acusam a unidade de saúde de descaso e tentam transferir a filha pra outro hospital, de preferência em Curitiba.

Edson Moretti, 39 anos, e Neusa Padilha, 37, conversaram com o DIARINHO sexta-feira de manhã, na casa da família, no bairro Cordeiros. “Essa é minha filha linda”, falou o pai, mostrando um vídeo ...

 

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Edson Moretti, 39 anos, e Neusa Padilha, 37, conversaram com o DIARINHO sexta-feira de manhã, na casa da família, no bairro Cordeiros. “Essa é minha filha linda”, falou o pai, mostrando um vídeo que fez de Valentina nos primeiros dias em casa, brincando em uma das trocas de fralda. A menina nasceu de cesariana no dia 16 de abril, com 4,710 quilos e 53 centímetros. Não apresentava nenhuma doença, até começar a respirar cansada e se afogar com o leite materno. Os pais a levaram a um postinho de saúde várias vezes, até que foi encaminhada ao hospital Pequeno Anjo, com apenas nove dias de vida. O primeiro diagnóstico apresentado à família foi o de bronquiolite.

Valentina só ficou no quarto durante uma semana. O restante do tempo, entubada. “Quando ela pega uma infecção é um desespero, fica entre a vida e a morte. Eles (a equipe do hospital) olham na nossa cara e dizem que é normal, que é dela mesmo. Essa semana, quase morreu de novo”, diz Neusa. Segundo a mãe, o que mais causa indignação e desespero na família é a falta de informação da unidade e o desrespeito com a dor dos pais. “Eles ainda não me deram o prontuário, nada. Eu sempre questiono a transferência, eles dizem que em nenhum lugar no Brasil ela vai ter tratamento igual a este”, conta. A intenção era levar a menina a Curitiba, onde também poderia permanecer ao lado da filha.



Há dois meses, os pais procuraram o ministério Público, no fórum peixeiro, pra tentar uma transferência. “A resposta foi que o hospital vai continuar cuidando, porque o que ela tem é muito grave e não há motivos pra transferência”, conta Neusa. Depois de ter uma parada cardíaca, a família foi informada que a pequena estava bem. “Sexta-feira (20) ela estava linda, mesmo sedada”, conta a mãe. Mas ainda precisava passar por uma cirurgia pra colocar um cateter e fazer uma biopsia do pulmão. O hospital ficou de ligar pra avisar quando seria o procedimento, mas não fizeram. Neusa só ficou sabendo que a filha tava em cirurgia porque não parava de ligar pro hospital. “Quer dizer que a Valentina não tem nem pai nem mãe?”, questiona.

Neusa é dona de casa e Edson, que é pedreiro, faz alguns bicos pra pagar as contas em dia


A vinda de Valentina ao mundo começou conturbada. Neusa trabalhava num mercado em Balneário Piçarras quando engravidou. Ela teve muitas contrações e sangramentos, por isso foi obrigada a sair do emprego pra repousar durante o restante da gestação. Edson é pedreiro e faz bicos. Depois da internação da filha, ele diminuiu o ritmo de trabalho. Pra manter a casa e as contas em dia, o casal vendeu um Golzinho, que ainda tavam pagando, e economizam como podem. “Quando ela fica mal, ele [Edson] larga tudo e vai correndo pro hospital”, conta Neusa.

Como a internação de Valentina é pelo sistema Único de Saúde (SUS), o horário de visita é restrito, das 14h às 16h30 e mais 15 minutos à noite. Em plena véspera de Natal, quando saía do hospital, Neusa diz que foi destratada por um dos médicos. “Ele [Neusa não soube dizer o nome], mas disse que eu sou insuportável, que ninguém no hospital vai ficar mais lá comigo, que eu tô brigando com todo mundo. Eu falei que só ia por causa da minha filha e eu não vou deixar de tirar as minhas dúvidas”, narra.

Ainda há esperança

Na casa da família, na rua Nossa Senhora de Fátima, bairro Cordeiros, em Itajaí, moram os pais de Valentina, os dois filhos que Neusa teve em outro casamento, uma menina de 14 e um menino de 17 anos, mais a sogra e uma sobrinha. Apesar do drama e do sofrimento por conta da doença da anjinha, num canto da sala um pinheirinho de Natal demonstra a esperança de todos pela a recuperação da menina. “Como na minha gravidez inteira era tudo restrito, eu agradeci a Deus quando ela nasceu perfeitinha, fazendo biquinho e querendo conversar com o pai”.

Por conta desta primeira batalha, Neusa acredita que Valentina vai voltar pra casa e fazer tudo aquilo que uma criança normal e saudável faz nesta idade. “A primeira coisa que a gente quer fazer é levá-la à igreja. A segunda, levar à praia e a terceira, jogar bola com o pai, porque o pai é goleiro”, planeja Neusa.


Hospital não se pronunciou

A diretora administrativa do hospital Pequeno Anjo, Atella Provessi, tá de férias e quem responde por ela é o diretor técnico da unidade, identificado como Dr. Radison. Sexta-feira, de manhã e à tarde, a reportagem ligou pro hospital em busca do médico. Em nenhum dos turnos foi encontrado, e funcionários afirmaram que só ele poderia falar sobre o assunto. A reportagem também tentou contato com o ministério Público, em Itajaí, mas o MP só volta ao batente dia 7 de janeiro.




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