JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Eu posso, você não!
Homem-pássaro & friends O prefeito Edson Periquito (PMDB) ficou todo bobo com o encontro dos dois candidatos ao paço na Festa dos Amigos: Auri Pavoni (que vai para o PMDB) e Fábio Flor (PP). Encontro dos amigos aproxima pessoas, aquece corações, esbanja alegrias, aviva sentimentos e quem sabe, revela futuro!, escrevinhou Pirica no seu Facebook. Hummmm...
O Denísio Dolásio Baixo diz que fala na TV o que quer sobre quem bem entende, usando da liberdade de expressão. Agora, o mesmo Denísio quer calar o humorista Diogo Portugal, que fez uma piada sobre um empresário peixeiro ricaço que teve conversa telefônica apimentada com uma guria vazada na Internet e que virou meme (viral). Censor dos outros? É pracabá!
Aviso aos navegantes
Cada um que usa celular, e-mail e aparatos digitais tem que ficar atento. Ou esqueceram a mensagem revelada por aquele americano excomungado, o Snowden, de que não existe privacidade na internet, incluso telefonia móvel? Hein?
Condenado por antecipação
Causa melhor para o advogado entisicado Denísio questionar é o vazamento das fotos do vereador Zé Alvercino (PP) dentro da prisão. Ou seja, sob a tutela do Estado, o vereador tem sua imagem devassada sem a possibilidade de ter controle sobre isso.
Big brother?
Mal se sabe o que pesa contra o Zé, e mesmo assim tem sido exposto como um condenado (não estou o defendendo ou acusando). Coisa parecida não aconteceu com nenhum dos recolhidos, por exemplo, na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, com presos pela Lava Jato, e suspeitos de roubarem bilhões da Petrobras. Lá eles têm sua imagem preservada. Por aqui...
Arreda, bocudos!
Bocudos da casa do povo peixeira acusam o presidente Luiz Carlos Pissetti (DEM) de querer fazer média com a opinião pública ao propor redução do número de vereadores de 21 para 12. Dizem que deveria propor diminuir para 10, ou para seis, ou para cinco. Quem sabe até fechar a piramidal... Olha, não é por aí, meu povo! Com ou sem média, Pissetti seria aplaudidíssimo com a medida.
Mais mió
Agora uma medida boa mesmo seria cortar salário de vereador. Como antigamente. O legislativo seria um colegiado de abnegados que têm como interesse único o bem da cidade. Os assessores seriam funcionários de carreira e as excelências excelentíssimas dedicariam duas noites por semana para apreciar os assuntos da cidade. Di grátis. No resto do tempo cuidariam de suas vidas. Não seria ótimo?
Profissão: vereador
Desde que começou a se remunerar vereador, o cargo virou profissão e se manter no poder a meta principal. Para cada um garantir o seu. O meio é prometer a cabos eleitorais cargos nos governos de plantão, fora outras vantagens. O tal do toma-lá-dá-cá.
A moeda de troca
A maneira de conseguir essas benesses é manter governos reféns, dizem os bocudos. A única coisa que varia é o discurso. Donde se conclui que ter 21, 12 10, 17, 15 vereadores, dá na mesma. O que muda, na verdade, é o poder que cada vereador tem pra fazer valer o seu voto.
Iceberg
Enquanto não mudar essa lógica, todo o resto é conversa. E o custo de uma câmara não pode ser medido apenas com o que ela gera de despesas próprias, mas tudo o que está atrelado ao custo. A periferia do poder. Que é a parte submersa do iceberg. Que ninguém vê, mas que todo mundo sabe que existe. Desde o Titanic. Arreda, bocudos!
Crise
Os efeitos da marola econômica começam a ser sentidos com a queda na qualidade dos empregos na Santa & Bela Catarina, que vinha apresentando números acima da média nacional no primeiro semestre, e agora já tem índices negativos na geração de postos de trabalho. Basta ver a fila quilométrica na agência Sine na frente do Mercado Público de Itajaí.
Não existe?
E o pior é a queda também registrada na abertura de novos postos de trabalho. Os números são do Ministério do Trabalho, mas Raimundo Colombo (PSD) afirmou em sua passagem pela cidade peixeira que não existe crise para os catarinenses.
Saldo
O saldo de geração de empregos no semestre ainda é positivo, com 11.845 novas vagas, embora nos últimos três meses, o Estado perdeu mais de 18 mil postos de trabalho, a maioria com salários entre R$ 960 a R$ 3200. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego.
