JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Nova vara criminal
Finde O escriba conversou com a juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres
Téte a téte Conversa boa sobre política e o futuro: deputado federal Fabrício de Oliveira (PSB), de Balneário, e o governador Raimundo Colombo (PSD)
Conversei na última sexta-feira com a juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres, titular da 1ª Vara Criminal e diretora do foro da comarca de Itajaí. A magistrada anda preocupada com a crescente criminalidade. E frisa que todas as forças representativas locais necessitam se unir em torno de soluções.
Falta representatividade
A juíza Sônia lamenta a falta de representatividade política da principal economia do Estado. Pontua, também, que na questão da guarda armada, ela deveria se ater ao patrimônio. Mas concorda que poderia proporcionar um ar preventivo. E faz reservas com relação ao porte de armas.
Pleito importante
A magistrada cita que é preciso celeridade da dona Justa e que as forças políticas e representativas da cidade se unam para que a comarca peixeira venha a contar com a 4ª Vara Criminal. A pauta de audiências para réu solto da 1ª Vara Criminal está em julho de 2017. O que não se aceita porque a Justiça não pode ser tão demorada, acentua a juíza Sônia.
Violência
Atendo de quatro a cinco casos de violência doméstica por dia, faço um júri por semana (em média) e tudo mais que a imprensa divulga. Isso evidencia o aumento da criminalidade e da violência em Itajaí. Sem contar os dados da 2ª Vara Criminal e da área da infância e juventude (adolescentes infratores), o que deve ser também considerado, pontua.
União
A classe política e os demais segmentos de Itajaí deveriam se unir em torno de soluções possíveis. No entanto, uma ação coletiva deve ter como base dados concretos e não se prestar a discursos vazios e demagógicos, carca a juíza.
Assino embaixo
Penso que um bom começo seria a união de todos para que Itajaí conte com uma nova vara criminal que desafogue os processos e dê celeridade à Justiça. É preciso trabalhar nesse sentido. Voltarei ao tema! Convidada, a juíza Sônia confirmou presença, junto com sua parceira Lilian Regina Terres Moroso, na 9ª Gororoba do JC.
Gororoba do JC
A 9ª Gororoba do JC será o grande evento do próximo dia 12 de setembro na Sociedade Recreativa e Cultural da Fazenda, na rua Luci Canziani, 550, na Praia Brava, em Itajaí. Quem quiser marcar presença no maior Ponto de Encontro da Política Catarinense, vai poder adquirir a sua camiseta. Pelo quarto ano consecutivo e mesmo com inflação, crise e aumento do feijão vai custar apenas 50 pilinhas!
Funcionava ou era outro tempo?
Leitor da coluna lembra saudoso do tempo em que a casa do povo peixeira tinha 21 excelências excelentíssimas. Tempos do Palácio Marcos Konder, no centro da city. E apenas oito funcionários! Será a diminuição parlamentar um desafio para o presidente irrequieto Luiz Carlos Pissetti (DEM). Dizem que hoje o parlamento tem nada menos que 220 barnabés. Tudo isso?!
Política, sim!
Apesar da opinião do superintendente do Porto, o padre Antônio Ayres, de que a decisão sobre a prorrogação do contrato da APM é mais técnica do que política, pelo menos foi o que disse semanas atrás, a decisão, mesmo, é de vontade política sim! A resposta se pode ou não prorrogar era para sair esta semana. Bem... passou a semana e nada.
Na Santa & Bela
O ministro dos Portos, Edinho Araújo, desembarca amanhã em Floripa, para encontro promovido pelo governo estadual, o SC Acelerando a Economia Edição Portos. Espera-se que traga boas notícias e não apenas discurso...
E agora?
Consta que o encaminhamento da questão portuária está na Advocacia Geral da União, que ainda não a liberou para o Tribunal de Contas da União, que é quem vai decidir. Sabe-se disso pela imprensa, porque do porto mesmo, sabe-se nada. É um túmulo de informações. Só dão informações para chegados. Ou não?
Como a roda anda
Sabe-se que em Brasília as coisas só andam se tiver pressão política no meio. Senão, não. O prefeito Jandir Bellini (PP) já se empenhou pessoalmente na questão portuária, assim como o governador Raimundo Colombo (PSD), que instado, compareceu em Brasília dia destes defendendo Itajaí. Mas não dá para esmorecer. Tem que ficar em cima.
Lutando pelo legado
O empenho do prefeito Jandir Bellini em conseguir uma resolução para o problema do porto de Itajaí vai, segundo analistas de plantão, além da questão portuária pura e simples. Na verdade, dizem essas línguas afiadas, Jandir luta pela preservação de um patrimônio que é à base de sua ação política.
Memória de elefante
Os bocudos relembram a luta pela modernização do porto de Itajaí que Jandir enfrentou na virada deste século, só viabilizada graças ao modelo de parceria público-privada defendida pelo alcaide em seu primeiro e segundo governos. Sem esse modelo, o porto hoje estaria às moscas, porque simplesmente teria perdido a oportunidade de se modernizar.
Recordar é viver
Quem não se lembra de políticos, no passado, entrando com ações e mais ações para barrar o arrendamento de dois berços do porto, arrendamento que permitiu grana para fazer os investimentos necessários? Pois é. Por picuinhas políticas quase tudo foi por água abaixo. Jandir, na época, peitou. O resultado foi o sucesso do porto até aqui.
Luta da cidade
Claro que Jandir e seu grupo político não fizeram tudo sozinhos. Houve o empenho da sociedade organizada de Itajaí naquela luta, mas é notório que, economicamente, Itajaí se transformou numa cidade que desponta no cenário catarinense a partir do resultado positivo daquela ação. E é isso, dizem os bocudos, que Jandir tem que lutar para preservar. E num é?
O lado B
Se bem que muita cagada foi feita também. Uma delas, apontam as línguas ferinas, a manutenção do Marcelo Sodré como diretor comercial do porto anos a fio. O Saldré, afirmam os bocudos, entende tanto de porto quanto a maioria do povo de física quântica. E se tem algum físico quântico por aí, retiro a comparação.
Mó grana!
R$ 5 milhões já estavam reservados pela prefa peixeira para criação da guarda no orçamento de 2015, embora em um levantamento prévio, foi identificado o custo de 12 milhões de reais por ano, com expectativa inicial de 120 agentes e quase um ano de treinamento. Daí, só se for doido pra tocar tal coisa pra frente!
Não diminuiu
Se levar um ano para treinar os agentes, a guarda não vai trazer voto, só dor de cabeça ao próximo administrador.
Custo nas nuvens
Isso sem falar numa série de processos administrativos que são abertos quase que diariamente, para investigar a conduta dos agentes e o custo que vai se acumulando compulsoriamente em aposentadorias e benefícios.
