JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Barnabé contra barnabé
Asas tucanas. O vereador Dedé da Murta pediu para sair do PP na última sexta-feira. Dedé deve se filiar ao PSDB mesmo co medo de perder a cadeira para a sua legenda original.
A ameaça de degola no governo do prefeito Jandir Bellini (PP) tem acirrado os ânimos em uma disputa interna que existe há muito tempo no serviço público, mas que nem sempre é admitida: funcionários concursados contra os funcionários comissionados. Os primeiros a achar que os segundos não servem para nada, e os segundos vice-versa.
Legitimidade
Argumentos válidos há dos dois lados. Os de carreira argumentam que entraram através de concurso público. Os comissionados alegam que tem representatividade política e seus cargos dependem do voto de cada eleição.
Bons e ruins
Mas tudo depende do fator humano. Tem funcionário público que é uma maravilha e tem outros que nem te olham na cara. E não tem placa que diga se o mal encarado é comissionado ou efetivo. Deveria?
Efêmeros e eternos
No caso dos comissionados, se for uma porcaria o funcionário, fica fácil se livrar. No caso dos concursados, dura uma carreira inteira. E com triênios, quadriênios e um monte de ênios que elevam os salários mais baixos a patamares invejáveis em fim de carreira. Por mais medíocre que tenha sido essa carreira.
Funcionários sem função
Outra desvantagem dos concursados, alfinetam os comissionados, é que muitas vezes os órgãos para os quais foram concursados deixam de existir, mas os funcionários continuam lá nas tetas da viúva.
Guerra santa?
O último lance dessa guerra foi a canateada da dona justa invalidando cerca de 400 cargos comissionados na estrutura da prefa de Itajaí. Dizem que a ação foi proposta por procuradores do município, ou seja, funcionários concursados. Um nocaute nos comissionados. Que agora tremem diante da possibilidade da demissão.
O custo da coisa
Entre os concursados, uma coisa que chama atenção é a diferença de salários. Os procuradores, por exemplo, ganham cerca de 20 mil reais de salário. Um professor cerca de 3 mil. Um fiscal mais de 15 mil. Por quê? Advogado e fiscal valem mais que professor? Tem função social superior ou preparo fora do comum? Fica a pergunta.
Outra
E se são funcionários públicos as pessoas não deveriam opinar sobre essa vitalicidade e supersalários? Tipo uma consulta popular. Você prefere funcionário público vitalício com todas as suas vantagens, ou funcionários que ganhem por comissão e possam levar pé na bunda a qualquer hora? Quem deve ganhar mais, o professor ou o fiscal? Hein? Tá aí uma questão que ninguém toca.
Sem solução?
Concursados e comissionados tem péssima reputação diante do cidadão comum, que é quem paga a conta e não tem para quem reclamar. Solução? Sei lá! Mas quem achar corre o risco de ser eleito. E num é?
Troca
O ex-prefeito peixeiro e ex-presidente da Assembleia Legislativa de SC, Volnei Morastoni, e o filho Thiago Morastoni, estão batendo asas do ninho do partido dos trabalhadores. O anúncio foi feito esta semana durante evento sobre os portos. As tratativas estão entre o PMDB ou PSD.
Ensaio
A troca de partido poderia ser uma jogada ensaiada para que Volnei seja candidato ao paço da Vila Operária ou que o filho possa compor uma chapa com Paulinho Bornhausen (PSB). Na semana passada, este articulista já havia publicado sobre o encontro da dama de ferro e presidente do PMDB peixeiro com Thiago Morastoni.
