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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Bigodudo


Uma coisa chamou atenção no desabafo que o bigodudo do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Amílcar Gazaniga, fez a deputados e visitantes que se encontravam na Superintendência do Porto de Itajaí na sexta-feira passada: o fato do porto não estar pedindo nem dinheiro nem obra ao governo federal.

Nem de graça

O que o porto pede é apenas autorização para prorrogar o contrato da APM, que o dinheiro do investimento vem da própria empresa. Pô, o país nessa droga danada, a empresa querendo investir milhões de dólares, e ainda ficam se amarrando? Vai entender.

Teoria da conspiração

Dizem as más línguas que a ideia por trás da coisa é ferrar o porto de Itajaí para que outros portos catarinenses se beneficiem. Pensamento que faz até certo sentido quando se vê a demora em autorizar o início da obra da nova bacia de evolução, por conta de licença ambiental. E óia que essa obra já tem recurso garantido pelo Raimundão!

Brincadeira tem hora

Com todo respeito ao meio ambiente, que grande dificuldade tem em aprovar uma obra feita toda dentro d’água num lugar que já é mexido desde que o porto de Itajaí é porto? E depois de ter sido feito todo estudo, licença prévia, audiência pública e tudo mais nos trinques?

Pois é

Só a falta de vontade política, pra dizer o mínimo, ou outros interesses que não os nossos (pra concordar com os conspiradores) podem explicar essas dificuldades que o porto de Itajaí enfrenta nessas questões cruciais que vão se arrastando e dependem de, pelo menos ao que parece, tão pouco. Ou não é assim?

Olho gordo

E, coincidentemente, tudo começou a dar pra trás depois que Itajaí ganhou o título (que a essa altura já perdeu) de cidade mais rica do Estado. De lá pra cá tudo azedou. Petrobras foi embora, quebradeira em estaleiro, desemprego, perda em guerra fiscal pro oeste e até uma porrada de escândalos pipocaram na city.

Nome aos bois

Só falta nessa teoria conspiratória toda é dar nome aos bois. A quem interessa Itajaí estar indo de mal a pior em ano pré-eleitoral? A quem interessa nosso porto estar indo pro brejo? Quem são as pessoas que poderiam estar ajudando, e muito, e não estão? Hein? Mistério!

Série

O ex-presidente do PT peixeiro, Jean Sestrem (hoje no PMDB), está com a língua afiada nas redes sociais e tem disparado rajadas frequentes, com alvo um pouco oculto, mas claramente direcionado para ex-integrantes da sigla dos trabalhadores, que dirigiu de outubro de 2013 até o início de 2015.

Analogia

Sestrem faz uma analogia em seu blog, numa espécie de “minissérie”, onde em três capítulos está trazendo para a superfície, parte da história já esquecida na política peixeira, mas de extrema importância para tentar um entendimento do atual cenário político e da “rixa” histórica na terrinha peixeira, entre os petistas e os manda-brasas.

Erros

No primeiro capítulo, Jean Sestrem desabafa que o Partido dos Trabalhadores peixeiro não merece a pecha de corrupto, não tem corrupto no PT de Itajaí, não tem pessoas ricas, existem pessoas no PT de Itajaí que merecem todo o respeito. Segundo Sestrem, algumas foram injustiçadas e perseguidas. O governo falhou e, por arrogância, não merecia continuar.

Contexto

“Sinto muito pelas pessoas injustiçadas, mas pelo fim do governo, não mais”, diz o ex-petista, citando como exemplo a derrota à prefeitura na época. “Em meio à Operação Influenza, sucedida pela enchente de 2008 foi, na realidade, a explosão de um arcabouço de erros sincronizados, cometidos em todo o período de governo dos petistas”.

Fogo no rabo

Sestrem, ainda tomado por um sentimento partidário, também saiu em defesa da representatividade feminina na política, afirmando: “Não tem mais espaço na política pra quem vê as mulheres como putas ou sacos de pancada. Esse tipo de político, que gosta de viver no passado, achando que basta bater o pé para amedrontar uma mulher, deveria experimentar o fogo no rabo das fogueiras da inquisição...”.

Condições

“Os que ignoram as condições geográficas, montanhas e florestas, desfiladeiros perigosos, pântanos e lamaçais, não podem conduzir a marcha de um exército.”, filosofa, relembrando Sun Tzu, da Arte da Guerra. É o general Sestrem no Facebook. O alvo é claro, o ex-prefeito barbudinho Volnei e seu filho, o vereador Thiago Morastoni. E, olha que tem mais dois capítulos... Ai, ai, ai que dor!


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