NAVIOS MILITARES

Estaleiro inicia construção da terceira fragata da Marinha em Itajaí

Batimento de quilha do navio “Cunha Moreira” marca avanço do projeto

Programa prevê construção de quatro fragatas até 2029 
(Foto: divulgação marinha do Brasil)
Programa prevê construção de quatro fragatas até 2029 (Foto: divulgação marinha do Brasil)
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A Marinha do Brasil anunciou o início da construção do terceiro navio do projeto das fragatas da classe Tamandaré, no estaleiro Brasil Sul, em Itajaí. A nova fase foi marcada pelo batimento de quilha da fragata “Cunha Moreira”, na quinta-feira passada, com representantes do consórcio Águas Azuis e autoridades civis e militares.

O batimento de quilha é um rito que simboliza o início formal da montagem de uma embarcação. Durante a cerimônia, uma moeda comemorativa foi colocada na estrutura metálica do novo navio ...

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O batimento de quilha é um rito que simboliza o início formal da montagem de uma embarcação. Durante a cerimônia, uma moeda comemorativa foi colocada na estrutura metálica do novo navio como símbolo de sorte e proteção para a embarcação e pra futura tripulação.

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O bloco inaugural da terceira fragata pesa 52 toneladas e corresponde ao futuro compartimento da praça de máquinas, onde serão instalados dois motores, caixa redutora e equipamentos auxiliares. A previsão é de lançamento pra 2026 e incorporação à Marinha em 2028.

Com o avanço do projeto, agora o estaleiro de Itajaí abriga três fragatas, num momento inédito da indústria naval militar. “O feito reforça a capacidade técnica da Base Industrial de Defesa (BID) e consolida o Brasil como polo de excelência em construção naval de defesa”, destacou a Marinha do Brasil.

A fragata Tamandaré (F200) foi a primeira a ser construída. O navio foi lançado em 2024, mas será entregue pra Marinha até dezembro, após a instalação e testes dos armamentos, última fase pra embarcação estar apta.

A segunda fragata, Jerônimo de Albuquerque (F201), segue em construção no estaleiro, com lançamento previsto pro segundo semestre deste ano. O projeto também contempla a quarta e última fragata do programa, a Mariz e Barros (F203) que ainda terá a construção anunciada.

A fabricação dos navios militares é o maior projeto naval de superfície em andamento no Brasil atualmente. As embarcações são construídas com a tecnologia Meko, da empresa alemã TKMS, amplamente usada em navios militares de diversos países e adaptada às necessidades da Marinha do Brasil.

Com 107 metros de comprimento, 3,5 mil toneladas de deslocamento e capacidade para cerca de 130 tripulantes, as fragatas têm convés de voo, hangar para aeronave, sistemas de mísseis, sensores multifuncionais e radares de última geração. As fragatas em operação são da classe Niterói, de 1970, e darão lugar à nova frota. “São fragatas modernas, em uma geração bem diferente das que temos atualmente. Vão atuar em várias áreas, como defesa de superfície, submarina e antiaérea, com um ganho de qualidade para a Marinha e Esquadra”, disse o diretor-geral do Material da Marinha, almirante Edgar Barbosa.

 

Sustentabilidade, inovação e geração de empregos

Projeto adota um modelo completo de gestão, desde a concepção até a desativação da embarcação
Projeto adota um modelo completo de gestão, desde a concepção até a desativação da embarcação (foto:

Terceiro Sargento Câmara/Marinha do Brasil)

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Construídas no primeiro estaleiro digital da América do Sul, as fragatas da classe Tamandaré utilizam “gêmeos digitais”, realidade aumentada e processos digitais que reduzem erros, agilizam correções e minimizam impactos ambientais. O projeto adota um modelo completo de gestão, desde a concepção até a desativação da embarcação.

“Estamos produzindo navios de alta tecnologia, tanto no produto quanto no processo. Todo o desenvolvimento é feito de forma eletrônica, com softwares específicos para estrutura, testes, equipamentos e sistemas. Isso tudo gera o irmão digital, que depois será utilizado pela Marinha para operar os navios com a maior eficiência possível”, disse o diretor-executivo do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz.

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O programa também impulsiona a economia local e nacional. São estimados 23 mil empregos até 2029, entre contratações diretas, indiretas e induzidas, com mais de mil fornecedores nacionais envolvidos.

O projeto integra os investimentos do Novo PAC, do governo federal, com aporte de R$ 1 bilhão no ano passado para o avanço da construção do terceiro navio. Segundo o governo federal, o programa prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões até 2026, com mais R$ 1 bilhão previstos para etapas posteriores.

 

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Estaleiro mudou tem novo nome

A Thyssenkrupp Marine Systems, uma das líderes mundiais na indústria naval, que integrava o consórcio Águas Azuis, lançou sua nova marca neste mês. A partir de agora, a companhia passa a se chamar TKMS, com o nome acompanhado de novo slogan e identidade visual com novas cores.

A mudança nas unidades da TKMS será feita por etapas, começando pelos principais locais na Alemanha e depois avançando para o exterior. As empresas do grupo também vão adotar novos nomes sob a nova marca. No Brasil, o estaleiro de Itajaí passa a se chamar TKMS Estaleiro Brasil Sul.

“Nossa nova identidade de marca nos ajuda a sermos percebidos com ainda mais força como uma empresa independente, em linha com nossos planos de abertura de capital ainda este ano. A sigla TKMS, amplamente utilizada até agora, passa a ser uma marca própria que une nossa tradição, nosso presente e nosso futuro. É ousada e representa excelência tecnológica, precisão e clareza”, disse o diretor-executivo da TKMS, Oliver Burkhard, na apresentação da nova marca em Kiel, na Alemanha.



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