O pastor batista e ex-ator Guilherme de Pádua morreu na noite deste domingo, vítima de um infarto, em Belo Horizonte (MG). Ele foi o responsável pelo assassinato da atriz Daniella Perez, em 1992, crime que chocou o país. A informação de sua morte foi confirmada em uma live feita pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha.
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Na transmissão, Valadão comentou sobre o falecimento de Guilherme. “Ele praticou aquele crime tão terrível, foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Era uma lagarta e virou borboleta”, disse o pastor ...
Na transmissão, Valadão comentou sobre o falecimento de Guilherme. “Ele praticou aquele crime tão terrível, foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Era uma lagarta e virou borboleta”, disse o pastor no vídeo. Cerca de uma hora depois de ter divulgado a informação, a live do pastor saiu do ar.
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O velório deve ocorrer a partir das 10h30 desta segunda-feira na sede da Igreja Batista da Lagoinha. Já o sepultamento está previsto para às 14h30, no cemitério Parque da Colina.
Condenado por ter matado a facadas a atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, Guilherme de Pádua foi sentenciado a 19 anos de prisão, mas cumpriu só sete anos por bom comportamento.
Na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo de Daniella foi encontrado num matagal na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, perfurado por cerca de 18 punhaladas de tesoura que feriram seus pulmões e o coração. A polícia chegou até Guilherme por causa de uma testemunha que teria visto o seu carro na cena do crime, pouco antes de o corpo da atriz ter sido deixado ali. A Justiça concluiu que o ator e sua mulher armaram uma emboscada contra a vítima.
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Nascido em Belo Horizonte (MG), Guilherme de Pádua se mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1980. A mudança foi com o objetivo de tentar uma carreira no meio artístico.
Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal. Com 53 anos completados no último dia 2, Guilherme compunha o time pastoral da Lagoinha desde sua ordenação, em 2017, liderando o ministério Recomeço, que atua dentro e fora dos presídios da capital mineira e região metropolitana. Uma de suas últimas aparições públicas foi em 2020, em um protesto pró-Bolsonaro.