Itajaí

Especialista diz que camelódromo na praça o motivou a deixar o governo Bellini

“Eles não pagam impostos. Eles não dão nota. Eles ocupam uma área pública. Uma área que é do Homero, da Rose, do Leonardo. Qual o direito que eles têm e nós não temos de ocupar uma área pública?”. Com 42 anos de profissão, esta é a pergunta que o arquiteto e urbanista Homero Bruno Malburg se faz todos os dias, desde que o prefeito Jandir Bellini, no seu primeiro mandato, em 1999, decidiu legalizar as bancas que, como Homero previu na época, estão acabando com a praça Arno Bauer, no centro peixeiro.

Ex-secretário de Planejamento de Itajaí, entre 1997 e 1999, Homero disse a Jandir que aquilo não daria certo, argumentando que, ao ocupar uma área pública com comerciantes, a cidade estaria cedendo ...

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Ex-secretário de Planejamento de Itajaí, entre 1997 e 1999, Homero disse a Jandir que aquilo não daria certo, argumentando que, ao ocupar uma área pública com comerciantes, a cidade estaria cedendo o espaço pra provavelmente nunca mais tê-lo de volta. “Eu falei com o Jandir como arquiteto, mas ele me disse que precisava fazer aquilo, porque era importante. Importante pra quem? Não sei. Mas alguém tem muita força dentro daqueles camelôs”, suspeita.

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Homero é um homem de opiniões fortes e gestos largos, e isso se expressa na maneira apaixonada como trata Itajaí, cidade onde nasceu e sempre trabalhou. Pra ele, a poluição visual causada pelas barracas da praça é apenas uma consequência do problema, sendo que o principal é o fato de que os comerciantes não deveriam estar numa área pública. “Uma área que poderia ser usada com critério cultural e turístico, com uma feira de livros usados, apresentações musicais e destaque pras coisas da nossa terra. Não da China ou do Paraguai”, cutuca.

Pasmo com o que parece impossível de mexer. É assim que o atual presidente do clube Guarani, um dos mais tradicionais da city, se diz com a falta de atitude da associação Empresarial de Itajaí (ACII) e da prefa pra tentar coibir o comércio informal na praça. “Tudo bem que eles precisem vender, mas não em praça pública. Espero que sigam o exemplo do novo camelódromo e construam um espaço pra esses vendedores em outro lugar da cidade”, lasca, dizendo que na época já existiam outras opções que nunca foram consideradas.

“Falta respeito”

Ao ser questionado sobre o motivo de, em mais de 20 anos, nada ter mudado na praça, Homero é rápido. “Falta peito. Alguém chegar e dizer: não”, cobra. O arquiteto conta que a ideia de Jandir era compartimentar o camelô, pra, assim, os vendedores, que eram irregulares, passarem a gerar impostos. Só que isso não rolou e nem rola 23 anos depois. “Eu defendo a praça como uma unidade de lazer, sem compartimentos fechados, como foi feito no largo do Rosário, em Curitiba/PR. Mas isso é difícil, com políticos cuidando do planejamento”, descasca.

O especialista considera injusto com a população a praça estar entregue a meia dúzia de pessoas. Mas pra isso acabar, ele ressalta, será preciso força política, com alguém que tome uma atitude, tanto no governo municipal como no Ministério Público (MP). “Espero que a criação do novo camelódromo seja um alento, pra que pelo menos se comece a discutir a situação da praça”, conclui.



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