Justiça

Supremo determina nova análise sobre ação do juiz do caso Mari Ferrer

Reclamação sobre “assédio judicial” do juiz havia sido arquivada pelo ministro Mauro Campbell

Juiz Rudson Marcos processou mais de 160 pessoas que o criticaram sobre o caso (Foto: Divulgação/TRE-SC)
Juiz Rudson Marcos processou mais de 160 pessoas que o criticaram sobre o caso (Foto: Divulgação/TRE-SC)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reabra a análise da conduta do juiz Rudson Marcos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que processou mais de 160 pessoas entre jornalistas, famosos e influencers que o criticaram pelo seu julgamento no caso Mariana Ferrer.

Fux anulou o arquivamento de outro ministro, Mauro Campbell, em relação à reclamação apresentada ao CNJ pela União Brasileira de Mulheres (UBM). Para a UBM, a ação de processar pessoas ...

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Fux anulou o arquivamento de outro ministro, Mauro Campbell, em relação à reclamação apresentada ao CNJ pela União Brasileira de Mulheres (UBM). Para a UBM, a ação de processar pessoas públicas que fizeram publicações sobre o caso configura assédio judicial, uma tentativa de tirar a liberdade das pessoas de se manifestar.

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Segundo Fux, o regimento interno do CNJ permite o encaminhamento ao plenário, caso o relator não reconsidere sua decisão. No caso de Campbell, a decisão sobre o arquivamento da reclamação foi monocrática. 

Em 2023, o juiz já havia sofrido condenação pelo CNJ, punido apenas com advertência no processo disciplinar que respondeu. O órgão reconheceu que Mariana foi humilhada e desrespeitada na audiência.

A reclamação feita pela UBM ao CNJ teve como relator o ministro Luis Felipe Salomão, que intimou o magistrado a prestar esclarecimentos em 2024. O juiz desistiu dos processos, e com isso Salomão arquivou a reclamação. A UBM recorreu da decisão, mas o ministro Mauro Campbell, atual corregedor, indeferiu o recurso.

Relembre o caso

Em 2020, o juiz Rudson Marcos conduziu o polêmico julgamento de Mari Ferrer, que acusava o empresário André de Camargo Aranha de estupro. O juiz e o promotor do caso, Thiago Carriço, foram denunciados em reportagem do The Intercept Brasil por omissão durante a audiência de instrução do processo.

Na época, vídeos mostraram que Mariana se mostrou constrangida pelo advogado de defesa do acusado de estupro sem intervenções do magistrado. A reportagem usou o termo “estupro culposo” para definir a forma como o promotor apresentou o seu argumento final, que culminou na absolvição do réu.

O caso teve grande repercussão e o termo “estupro culposo” passou a ser usado nas publicações. No início de 2024, o juiz Rudson Marcos processou mais de 160 pessoas que usaram o termo. Em nota, a defesa do magistrado alegou que a motivação dos processos foi a “inverdade na associação da expressão estupro culposo ao juiz Rudson Marcos, como se ele tivesse pronunciado ou escrito essa expressão no processo”.

A mobilização levou, em 2021, à criação da lei Mari Ferrer contra o constrangimento de vítimas em julgamentos de crimes sexuais.

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