R$ 54 mil. Foi o que custou a liberdade do empresário-caloteiro Neviton Pretti Caetano, 59 anos, acusado de aplicar um mega-golpe em aposentados de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Esta semana, ele pagou fiança e pôde sair da cadeia pra responder por mais esse crime em liberdade. O promotor Dicésar Augusto Krepsky, do centro de Apoio Operacional da Defesa do Consumidor do Ministério Público do Paraná, informou ontem ao DIARINHO que Neviton já tem outras quatro condenações por estelionato e extorsão e só tá livre dessas outras broncas porque apelou da sentença no Superior Tribunal de Justiça.
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Mas processo que apura as falcatruas de Neviton continua a todo vapor, garantiu Dicésar. A promotoria, contou o dotô, está agora analisando a defesa apresentada pelo empresário e por cinco outros ...
Mas processo que apura as falcatruas de Neviton continua a todo vapor, garantiu Dicésar. A promotoria, contou o dotô, está agora analisando a defesa apresentada pelo empresário e por cinco outros acusados. Mas o Ministério Público vai se manifestar para que o processo continue, adiantou. Lá por março ou abril do ano que vem, estimou o promotor, começarão a ser ouvidas as cerca de 300 vítimas que tão citadas na acusação formal contra o empresário.
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Estelionato, formação de quadrilha e falsificação de documento de clientes e até de papelada pública. As acusações contra o empresário no caso do mega-golpe da VC Consultoria, disse o promotor, podem lhe render de oito a 10 anos de cana.
Como rolava o golpe
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Neviton foi preso dia 11 de maio no Balneário Camboriú, acusado de liderar um esquema milionário de golpes aplicados contra aposentados e pensionistas do instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em três estados. Num levantamento inicial, a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE) do Paraná estimam que a quadrilha tenha lucrado R$ 10 milhões com os golpes. Outras cinco pessoas foram presas além de Neviton.
A quadrilha intermediava os empréstimos consignados e inhapava parte do dinheiro sem os clientes saberem. Em alguns casos, também usava o nome de inocentes pra pegar o empréstimo e ficar com toda a grana.
As lojas da VC Consultoria continuam interditadas por ordem da dona justa, afirmou o promotor Dicésar. O banco mineiro BMG tá cumprindo o acordo de manter postos de atendimentos na cidade onde Neviton tinha escritório e reparar o preju dos lesados, disse ainda o promotor.