Meu Deus. Parece que vai acabar o mundo. O movimento tá no mínimo duas vezes maior. O espanto de uma funcionária do supermercado Xande, do bairro Fazenda, em Itajaí, dá uma ideia do caos, ontem, nos comércios que vendem rango. Durante todo o dia rolou fila em vários estabelecimentos. Alguns chegaram a limitar o número de pessoas que entravam no mercado, pra poder atender melhor a clientela e evitar saques.
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Dos comércios, basicamente só os supermercados, minimercados e mercearias funcionaram ontem. Pra hoje, se a água não vier com a força esperada, a maioria dos grandes vai abrir, como o Angeloni da ...
Dos comércios, basicamente só os supermercados, minimercados e mercearias funcionaram ontem. Pra hoje, se a água não vier com a força esperada, a maioria dos grandes vai abrir, como o Angeloni da rua Brusque, o Comper e o Xande da avenida Sete de Setembro. As lojas permanecerão fechadas como hoje, informou ao DIARINHO José Dada, presidente da câmara de Dirigentes Lojistas.
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Medo de desabastecimento
A maior preocupação é o desabastecimento de comida e água. No mercado Daiane, na rua Estefano José Vanoli, no SãoVicente, as pessoas se enfileiravam pelo lado de fora. Pouco a pouco, um funcionário do mercado abria a grade e deixava entrar um pouco da clientela. Tudo pra evitar confusões.
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A dona de casa Norci Aparecida Mainardes, 44 anos, tava na fila pra comprar comida pro almoço. Não vou comprar muita coisa, porque não acredito que vem tanta água como tão falando, comentou. Ela tá abrigada na casa de parentes, no São Viça.
Norci é moradora do Promorar, no bairro Cidade Nova, e já deixou sua casa no primeiro dia da chuvarada. Na enchente passada a água passou de um metro de altura na minha casa. Decerto vai acontecer isso de novo, lamentou a dona de casa, enquanto esperava sua vez de entrar no mercadinho e fazer as compras do almoço.
Procura maior é por água
No mercado Ronchi, da rua São Paulo, no bairro Cordeiros, também rolaram filas durante toda a manhã. A maioria do pessoal tava querendo comprar água. Um funcionário disse que costumam vender, numa manhã, no máximo 20 bombonas. Ontem, o número chegou a 240 galões até o meio-dia.
Rosimeri Diana, do disque-água São Vicente, que fica na rua Ivo Stein Ferreira, no bairro São Viça, viu as vendas triplicarem. Nem precisou levar os produtos pra clientela. O povão apareceu aos montes por lá. Nosso funcionário que faz a entrega foi deslocado para ir buscar mais água na distribuidora, disse Rosimeri. Esse foi o jeito que ela encontrou pra não deixar o povão na mão.
Silvane Leite, secretária da distribuidora de Água Paulista, que fica na rua José Gall, no bairro Dom Bosco, também tava espantada com o que foi vendido por lá. Hoje tava uma loucura. Acho que pensavam que ia acabar o mundo, lascou.
Também por lá, revelou Silvane, as vendas triplicaram. O que mais chamou a atenção, disse, foi a presença de consumidores finais como clientes, já que geralmente a maior parte das vendas é para comércios. As pessoas tavam até levando água em fardos, contou.
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