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Itajaí

Guto Dalçoquio garante que terrenão terá que ser monitorado sempre pela questão ambiental

Administrador do complexo portuário que se instalou no terreno da Shell procurou o DIARINHO pra rebater a versão da petroleira

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A versão apresentada pela Shell Brasil em relação à contaminação do terreno que hoje abriga a Trocadeiro Portos e Logística ainda repercute em Itajaí. O prefeito Jandir Bellini (PP) justificou a revogação do decreto que desapropriava a área dizendo que não poderia fazer uma creche e uma praça no local porque o solo estava poluído. O porto privado confirmou essa afirmativa. Mas, através de nota oficial, a petroleira Shell garantiu que fez a descontaminação. Ontem o ex-vice-prefeito de Itajaí e administrador da Trocadeiro, Guto Dalçoquio (PSDB), procurou o DIARINHO com novos documentos.

De acordo com Guto, não há garantias de que o terreno fique completamente livre de contaminação. Ele afirma que área deve ser monitorada pra sempre, e isso impediria que se instalassem uma creche ou praça no local. “Noticiaram esta semana que a construção de um shopping foi embargada em São Pauloporque estava numa área com risco de contaminação ambiental. Pelo mesmo motivo, não teria sentido a prefeitura de Itajaí correr o risco de instalar uma praça ou creche num local assim,” compara.

Num documento apresentado pelo administrador à reportagem, consta o laudo de que a propria Shell contratou uma empresa de engenharia ambiental pra fazer poços pra combater a poluição da área. No ...

 

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De acordo com Guto, não há garantias de que o terreno fique completamente livre de contaminação. Ele afirma que área deve ser monitorada pra sempre, e isso impediria que se instalassem uma creche ou praça no local. “Noticiaram esta semana que a construção de um shopping foi embargada em São Pauloporque estava numa área com risco de contaminação ambiental. Pelo mesmo motivo, não teria sentido a prefeitura de Itajaí correr o risco de instalar uma praça ou creche num local assim,” compara.

Num documento apresentado pelo administrador à reportagem, consta o laudo de que a propria Shell contratou uma empresa de engenharia ambiental pra fazer poços pra combater a poluição da área. No entanto, ele salienta que é preciso que esses poços continuem sendo monitorados periodicamente. “Não significa que hoje, se acender um fósforo lá, vai explodir tudo. Mas é uma questão de segurança permanente”, afirma Guto.



Segundo o administrador, por uma questão meramente ética, ele preferiu não deixar as cópias dos laudos com o DIARINHO, já que os documentos foram solicitados pela própria Shell quando ainda estava no comando do porto. Entretanto, Guto entregou um resumo da papelada. “O processo de descontaminação foi iniciado pela antiga proprietária do terreno, que promoveu a remoção de borras oleosas do solo, assim como velhos tanques subterrâneos e tubulações”, justificou no documento. No entanto, nos laudos da empresa de engenharia ambiental há a recomendação pro monitoramento contínuo do solo. “Temos responsabilidade de fazer isso, como compradores da área”, ressalta.

De acordo com Guto, uma das exigências pra instalação do complexo portuário é a carga própria. Foi assim que a família Bellini foi convidada a entrar na sociedade. Ele conta que inicialmente um dos sócios fundadores da Trocadeiro, Osmar Amaral, tinha uma empresa de produtos agrícolas, a Nortox, o que sanava essa exigência pro funcionamento do porto. Com a saída de Osmar da sociedade, era preciso substituir por alguém com carga própria.

Foi aí que os Bellini foram convidados a entrar pro grupo, já que tinham uma empresa que exportava frango, a Frigovale. Anos depois, com a venda do abatedouro, a família do prefeito continuou na sociedade como Bellini Participações e, pra atender a exigência de carga própria, entrou pro grupo a Panimex Química Importadora. “Eles [os Bellini] não tinham por que sair da sociedade, a menos que eles quisessem vender a parte deles. Mas não há motivos pra nós simplesmente pedirmos pra eles saírem”, destaca Guto.


Entenda o caso

25/07/1998

Jandir Bellini decreta a desapropriação do imóvel da Shell, na avenida Reinaldo Schmitausen, no bairro Cordeiros, pra construção de uma creche e praça pública.

24/04/2001


Depois de reeleito, Jandir revoga o decreto. Nesta época, Guto Dalçoquio era o vice-prefeito de Itajaí.

04/06/2001

Augusto Dalçóquio (pai do vice-prefeito) e outros dois sócios fundam a Trocadeiro Portos e Logística no endereço que era especificado no decreto revogado 41 dias antes, aquele que determinava a desapropriação.


26/11/2003

Somente nesta data a Trocadeiro compra o imóvel da Shell – mesmo já tendo fundado a empresa naquele endereço havia dois anos.

20/12/2004

O prefeito entrou pra sociedade da Bellini Participações – empresa fundada pela família pra gerir participações societárias.


28/07/2010

A Bellini Participações entra pra sociedade da Trocadeiro.

“O tráfico de influência é bastante visível”, opina cientista político

Ao contrário dos vereadores de Itajaí que preferem não opinar sobre o caso Trocadeiro, o cientista político Eduardo Guerini não poupou o latim na análise do caso. “O tráfico de influência é bastante visível. E um bem público foi colocado em segundo plano”, opinaGuerini.

A denúncia que foi publicada na edição de segunda-feira do DIARINHO conta a saga de um terreno que pertencia à Shell Brasil – desde o decreto de desapropriação, em 1998, à revogação, três anos depois, até a instalação do porto privado na área, que fica no bairro Cordeiros. O imóvel deveria ter abrigado uma creche e uma praça pública, mas acabou virando um porto privado. Hoje o prefeito é um dos sócios da Trocadeiro, que é administrada pelo ex-vice-prefeito Guto Dalçoquio (PSDB).

Na visão de Guerini, faltou fiscalização por parte dos vereadores da época. Ele acredita que uma decisão como a desapropriação de um terreno e, principalmente, a revogação sem justificativas deveria ter passado pela câmara. “Em primeiro lugar, faltou a autorização do legislativo, que é o órgão fiscalizador. E, além do mais, envolve empresa com parentescos com gestores e também não ficou claro a finalidade da transação. Tudo isso é questionável”, analisa o cientista político.

Na visão dele, a transparência foi ferida. “É um caso pra ser investigado. Ficou claro o uso de um mecanismo clássico de barganha do bem público. Esses casos de tráfico de influência estão virando rotina no Brasil”, acredita Guerini. “O prefeito alegou problemas ambientais, mas ao beneficiar pessoas, direta ou indiretamente ligadas à empresa, confirma que é um destacado caso de tráfico de influência visando ganho futuro”, conclui.




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