Serviços | Alô do Leitor


Obra mal feita

Publicado em 23/02/2023

“Na rua Waldemar Krieger, no bairro Gravatá, infernizaram a vida dos moradores antes do Natal até depois do Ano Novo com poeira, sujeira, tubos colocados nas calçadas de passeio, (aprovados pelo ministério público) bem no auge da temporada. Esta semana apareceu um buracão. A prefeitura não precisa respeitar o código de defesa ao consumidor?”

Ass: Arno S.

(Transcrito Ipsis Litteris)


Fossa a céu aberto em Piçarras

Publicado em 29/11/2025

"Moro em Balneário Piçarras, no bairro Nossa Senhora da Paz, na rua São Joaquim, número 330. Há cerca de um mês estamos enfrentando um sério problema com uma fossa da rua, que é de responsabilidade da prefeitura.

Já entramos em contato com a secretaria de Obras, falamos com o prefeito, fomos até a secretaria pessoalmente e, até agora, nada foi resolvido. O cheiro de esgoto é insuportável. Com o calor, a situação fica ainda pior.

Aqui em casa, está até difícil almoçar por causa do mau cheiro. Pedimos socorro, porque não temos mais o que fazer — o problema é da prefeitura e eles simplesmente dizem para aguardar.

Mas até quando vamos ter que conviver com esgoto a céu aberto?"

Ass: A. A.

(Transcrito ipsis litteris)


Menina espera há 10 meses por prótese

Publicado em 29/11/2025

"Minha filha, de 12 anos, foi diagnosticada ainda pequena com artrite idiopática juvenil e síndrome de Raynaud. No início deste ano, após meses de dor intensa, descobrimos que ela também desenvolveu osteonecrose avançada na cabeça do fêmur, comprometendo gravemente o quadril. A única solução é uma artroplastia total do quadril — cirurgia de alta complexidade e urgência.

Foi muito difícil conseguir incluí-la na fila do SUS. Após muita luta, conseguimos autorização para a cirurgia no hospital de Joinville, em junho deste ano. Desde então, ela está em primeiro lugar na fila de espera.

O hospital informou que já solicitou a prótese e os equipamentos, e que falta apenas o pagamento por parte do Estado. Porém, a secretaria de Saúde diz que o pagamento já foi feito. O hospital nega ter recebido, e o fornecedor não confirma se enviou o material. Ficamos presos em um impasse sem solução:

– Não sabemos se o hospital realmente fez a solicitação

– Se o Estado pagou

– Ou se o fornecedor entregou ou não o equipamento

Já buscamos apoio de vereadores, deputados e até do secretário de Saúde do Estado, mas ninguém resolve. Enquanto isso, a saúde da minha filha se deteriora a cada dia. Hoje, ela depende de cadeira de rodas, toma morfina a cada quatro horas para suportar a dor, e não pode iniciar a fisioterapia antes da cirurgia.

Cada dia de atraso representa sofrimento, dano físico e risco de comprometimento irreversível. Somos uma família desesperada, sem respostas e sem caminhos. A cirurgia está autorizada, minha filha é a primeira da fila, e mesmo assim ela segue sofrendo, porque ninguém sabe ao certo onde está o equipamento necessário.

Moramos em Camboriú e pedimos o apoio da imprensa para dar visibilidade a essa situação urgente. Minha filha já perdeu parte da infância — ela não pode esperar mais."

Ass: Taiane Bairros - Contato: (53) 8145-7419

(Transcrito ipsis litteris)


Codetran atrapalha trânsito escolar

Publicado em 29/11/2025

"Pais de alunos do Colégio São José, na avenida Marcos Konder, em Itajaí, estão indignados com a postura de alguns agentes da Codetran. Segundo os relatos, os próprios veículos da corporação estacionam em frente à escola, atrapalhando ainda mais o trânsito já complicado no local. Há situações em que os agentes fecham uma das pistas apenas para estacionar seus carros.

Além disso, alguns ficam do outro lado da avenida, supostamente escondidos, apenas para multar quem tenta acessar o estacionamento da escola. Outros agentes, por sua vez, passam o tempo no celular, sem agir para organizar o fluxo ou garantir a segurança no entorno da unidade escolar.

O trânsito em frente ao colégio exige atenção e presença ativa dos agentes — não descaso ou uso do espaço público em benefício próprio."

Ass: A. A.

(Transcrito ipsis litteris)


Violência escolar

Publicado em 29/11/2025

"Boa tarde. Estamos em época de rematrícula nas escolas e enfrentei uma situação que considero grave e que pode estar sendo vivida por outras famílias também.

Minha filha, de apenas 6 anos, foi agredida com socos no rosto por um colega da mesma idade. Segundo informações que conseguimos levantar, há possibilidade de esse menino estar dentro do espectro autista.

Minha pergunta é: até quando nossos filhos seguirão sendo agredidos no ambiente escolar em nome de uma inclusão que, na prática, afeta principalmente as outras crianças, que não têm diagnóstico semelhante?"

Ass: A. A.

(Transcrito ipsis litteris)


Idosa com infecção grave ignorada em hospital

Publicado em 29/11/2025

"Em 17 de novembro, levei minha mãe à unidade de saúde para mostrar exames recentes. Ela está há mais de um ano tratando uma infecção e o laudo mais recente indicou, com urgência, a necessidade de atendimento hospitalar, pois nenhum dos tratamentos anteriores foi eficaz.

Fomos ao Hospital Marieta às 15h07. A espera foi longa, mesmo com poucas senhas sendo chamadas. A triagem também demorou bastante. Já eram 21h quando três pessoas chegaram — aparentemente sem urgência — e, por terem visível intimidade com a equipe da triagem e um médico de plantão, foram atendidas rapidamente, passando na frente de dezenas de pacientes, inclusive idosos com quadros graves.

O filho de um senhor, que aguardava desde a manhã, precisou chamar a polícia. Com a chegada dos policiais, os médicos começaram a chamar alguns pacientes, mas assim que eles saíram, tudo voltou à morosidade: levaram duas horas para chamar o próximo.

Minha mãe tem 72 anos, epilepsia desde criança, faz uso contínuo de medicamentos e tem várias comorbidades. Já estava pálida, sem forças para se levantar, e começou a chorar. Voltei à triagem, falei com a atendente Evelin Costa, que nada fez. Disse que a responsabilidade era dos médicos.

Questionei por que uma mulher que chegou às 21h já havia sido atendida, e que era evidente o favorecimento por amizade. Enquanto isso, minha mãe seguia ignorada.

Outro caso revoltante: um homem com soro e vomitando, vindo de outra unidade, ficou por quatro horas esperando. Foi atendido só depois que um familiar ameaçou chamar a polícia.

Até quando esse descaso vai continuar? O que é preciso fazer para garantir atendimento digno e urgente a uma senhora com um quadro tão grave?"

Ass: A. A.

(Transcrito ipsis litteris)


Barulho excessivo de obra no bairro Fazenda

Publicado em 29/11/2025

"Moro no bairro Fazenda e, nos fundos do meu prédio, há uma obra da construtora Aikon. Recentemente, vi uma matéria de vocês sobre um prédio na Praia Brava onde os trabalhadores atuavam à noite. Aqui, a situação também está complicada: eles começam às 6h30 da manhã, não param ao meio-dia e seguem até à noite.

Essa rotina tem gerado muito incômodo, principalmente pelo horário excessivo e fora do padrão. Gostaria que essa situação fosse verificada pelas autoridades responsáveis."

Ass: A.A.

(Transcrito ipsis litteris)


Formandos pedem colação em dezembro

Publicado em 29/11/2025

"Sou aluna da Univali e gostaria de expressar minha indignação quanto à decisão da universidade de não liberar nenhuma data para colação de grau oficial em dezembro de 2025, para os formandos do segundo semestre. A previsão é apenas a partir de fevereiro de 2026. Nós, acadêmicos da Escola de Ciências da Saúde, elaboramos um abaixo-assinado em que reivindicamos a manutenção de, ao menos, uma data de colação em dezembro, conforme previsto na Resolução nº 230/CONSUN/2019.

Segundo essa resolução, todos os concluintes do semestre têm direito à colação de grau desde que cumpram os requisitos acadêmicos. A mudança foi aprovada em 24 de outubro de 2025, faltando pouco para o fim do semestre, sem qualquer aviso prévio, consulta às coordenações ou aos alunos.

Essa alteração repentina prejudica muitos estudantes, atrasando o recebimento de diplomas, impedindo o registro em conselhos de classe, inviabilizando a entrada em residências e pós-graduações e comprometendo oportunidades de trabalho.

A medida fere os princípios da legalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Pedimos que a universidade reconsidere essa decisão e mantenha, como sempre fez, a possibilidade de colação ainda no mesmo semestre letivo."

Ass: Acadêmicos da graduação da Univali

(Transcrito ipsis litteris)


Demora de quase três anos por exame

Publicado em 29/11/2025

"Em abril de 2022, sofri um acidente de moto e fiquei com sequelas nas vias urinárias. No dia 09/05/2023, o urologista solicitou, com urgência, a realização de um estudo urodinâmico. Desde então, sigo na fila de espera sem nenhum retorno. Já procurei a secretaria de Saúde, entrei em contato com a ouvidoria, mas a única resposta que recebo é que estão sem prestador para esse exame e que não há previsão.

Já se passaram quase três anos e continuo aguardando sem qualquer perspectiva de atendimento. Isso é muito frustrante para quem precisa cuidar da saúde e depende do sistema público.

Só peço que, por gentileza, meus dados pessoais sejam preservados, caso esta denúncia seja publicada."

Ass: M.H.R.K.

(Transcrito ipsis litteris)


Pedido de intervenção hospitalar urgente

Publicado em 25/11/2025

"Estamos diante de um paciente oncológico internado no hospital Marieta, com complicações graves decorrentes da bolsa intestinal, infecção ativa e necessidade de correção cirúrgica. A decisão de conceder alta nessas condições viola o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito constitucional à saúde (art. 196 da Constituição Federal), além de contrariar o dever de garantir alta hospitalar segura. Solicitamos intervenção imediata para impedir a alta indevida e assegurar a continuidade do tratamento adequado".

Ass: A.A.

(Transcrito ipsis litteris)


Denúncia contra empresa de construção

Publicado em 18/11/2025

"Quero reforçar a denúncia já publicada sobre um grupo de golpistas que estão aplicando golpes em Navegantes e região, na área da construção civil. Sou de Itajaí e também fui vítima do mesmo golpe.

Eles iniciaram a construção da minha casa no bairro Cidade Nova, em Itajaí, com promessa de entrega para janeiro de 2025. No contrato, o prazo era de 50 dias. Porém, enrolavam o tempo todo, aparecendo apenas uma vez por mês para fazer qualquer coisa na obra e depois sumiam. Essa situação durou nove meses, até abandonarem completamente o serviço.

O que foi feito na obra ficou todo malfeito. A casa de madeira, que deveria ser entregue pronta, ficou cheia de frestas e com a madeira rachada. A dona sogra  é quem recebe o dinheiro em sua conta, atuando como laranja do casal. A., sua filha, registra os contratos em cartório em seu nome, para dar aparência de empresa séria.

Eles mudam de nome e de cidade para continuar aplicando golpes. Há diversos processos judiciais contra eles, inclusive no Rio Grande do Sul, em Alvorada. Mesmo assim, continuam agindo sem medo da Justiça, muitas vezes sem sequer contratar advogados para se defender, com exceção de dona E., que se defendeu em um dos processos.

Tive um prejuízo de aproximadamente R$ 25 mil entre materiais e mão de obra. Paguei a eles R$ 38 mil por uma casa que deveria custar R$ 40 mil, já pronta e com chave na mão. Eles pegaram o dinheiro e abandonaram a obra.

Tenho contrato, provas, testemunhas e consegui terminar a obra neste mês, após um ano, graças a um empréstimo que fiz para conseguir concluir tudo."

Ass: Davy Bastos Jabonski

 


Obras com barulho de madrugada

Publicado em 12/11/2025

"Gostaria de denunciar o barulho excessivo causado por obras na rua 1451, no centro de Balneário Camboriú. Em alguns dias, os trabalhos seguem até 1h da madrugada, com som muito alto, e já recomeçam por volta das 7h da manhã, o que torna impossível descansar.

Essa não é a primeira vez que a situação ocorre, e parece que as reclamações anteriores não surtiram efeito. Os moradores da região estão sendo prejudicados pela falta de fiscalização."

Ass: Elis

(Transcrito ipsis litteris)


Moradores de rua no CIS

Publicado em 12/11/2025

"Uma situação vem incomodando os moradores e pacientes da região do Gravatá, em Navegantes. Frequento o CIS e a Unidade Básica de Saúde, e tenho observado que pessoas em situação de rua estão ocupando espaços importantes nesses locais. Além de não terem abrigo, eles não estão recebendo a devida atenção da assistência social.

Mais preocupante ainda foi o fato de eu ter sido ameaçada por um desses homens. Além do medo, fica o desconforto para todos que precisam de atendimento. Acredito que alguma medida precisa ser tomada para garantir a segurança e o bom funcionamento desses espaços públicos".

Ass: Maria

(Transcrito ipsis litteris)


Agressão ao lado da Milium

Publicado em 12/11/2025

"Boa tarde! Me chamo Schayene e gostaria de expor uma situação que aconteceu comigo e com minha mãe, em frente à Milium do bairro São João. Saí do carro para entrar na loja e um homem vestido de mulher me abordou pedindo dinheiro. Falei que não podia ajudar e pedi desculpas. Quando virei o rosto, ele tentou me dar um tapa, que acabou pegando de raspão.

O sujeito seguiu caminhando pela rua Indaial, em direção ao bairro Dom Bosco. Uma funcionária me ofereceu água para que eu me acalmasse, e outra informou que esse sujeito costuma andar pelas ruas do bairro abordando e tentando agredir as pessoas.

Fico imaginando se o tapa tivesse sido na minha mãe, que é uma idosa. Confesso que quis segui-lo e passar com o carro por cima, mas fui impedida pela minha mãe e por funcionários que presenciaram a cena."

Ass: Schayene


Falha nos horários da linha azul

Publicado em 04/11/2025

"Sou Chayanne, moradora de Balneário Camboriú, e estou indignada com os horários dos ônibus da linha azul, especialmente a Unimed/Estaleirinho. Nos finais de semana, o aplicativo da empresa informa que o ônibus passa às 12h35, mas nós, passageiros, ficamos mais de uma hora esperando no ponto e o ônibus simplesmente não aparece.

É um absurdo: o app mostra uma coisa e, na prática, é outra. Justamente nos finais de semana, quando há menos ônibus circulando e mais necessidade de transporte público, o serviço falha. Fiquei mais de uma hora no ponto e nem sinal do ônibus.

Pra que colocar o horário no aplicativo se ele não é cumprido? Fica aqui minha indignação e o pedido para que a direção da empresa Auto Viação Suzano tome providências."

Ass: Chayanne

(Transcrito Ipsis Litteris)


Falha nos horários da linha azul

Publicado em 04/11/2025

"Sou Chayanne, moradora de Balneário Camboriú, e estou indignada com os horários dos ônibus da linha azul, especialmente a Unimed/Estaleirinho. Nos finais de semana, o aplicativo da empresa informa que o ônibus passa às 12h35, mas nós, passageiros, ficamos mais de uma hora esperando no ponto e o ônibus simplesmente não aparece.

É um absurdo: o app mostra uma coisa e, na prática, é outra. Justamente nos finais de semana, quando há menos ônibus circulando e mais necessidade de transporte público, o serviço falha. Fiquei mais de uma hora no ponto e nem sinal do ônibus.

Pra que colocar o horário no aplicativo se ele não é cumprido? Fica aqui minha indignação e o pedido para que a direção da empresa Auto Viação Suzano tome providências."

Ass: Chayanne

(Transcrito Ipsis Litteris)


Cobrança por retorno de ciclovia

Publicado em 01/11/2025

"Sou Ítalo, morador de Balneário Camboriú, e estou indignado com a prefeitura. Retiraram a ciclovia da rua 2550, entre a Terceira avenida e a avenida Brasil, para realizar uma pavimentação. Colocaram asfalto novo e simplesmente esqueceram de refazer a ciclovia, que existia antes da obra.

Isso representa um risco constante para os ciclistas que trafegam por ali diariamente. É urgente que a prefeitura reinstale a ciclovia para evitar uma tragédia. A pavimentação foi concluída há mais de um mês e, até agora, nada da ciclovia.

Peço encarecidamente que a prefeitura preste mais atenção a essa denúncia e tome providências imediatas!"

Ass: Ítalo

(Transcrito ipsis litteris)


Prioridade deve ser a educação infantil

Publicado em 22/10/2025

"As escolas que a prefeitura está construindo, em sua maioria, são voltadas para os anos finais, mesmo sendo de conhecimento que o estado tem o dever de compartilhar essas séries com o município. A prioridade deveria ser os anos iniciais e a educação infantil. Inclusive, já realizamos uma ação no Ministério Público.

O Rubens e a vereadora Liliane insistem em construir uma escola de anos finais no bairro Nossa Senhora das Graças. No entanto, em reunião com a comunidade, ficou decidido que seria feita uma escola técnica, que atenderia toda a região. O município nem pode construir escola técnica, pois essa responsabilidade é do estado. Até concordo com a abertura de uma escola regular durante o dia, mas que seja voltada ao CEI ou aos anos iniciais, preferencialmente em tempo integral.

Sei que muitas escolas estaduais estão com baixa ocupação, e ainda assim querem tirar os anos finais do estado. A prioridade do município deve ser a educação infantil e os anos iniciais. Parece que a prefeitura prefere gastar verba comprando vagas na rede privada para essas turmas."

 

Ass: A.A.


Salve, à Rosa de Lourdes e a todos os professores!

Publicado em 15/10/2025

O Dia Mundial dos Professores, proclamado pela UNESCO, é celebrado no dia 5 de outubro. No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.

Rosa de Lourdes Vieira e Silva, uma mulher sapiente e erudita, professora e escritora itajaiense, autora de vários livros, não foi só nossa educadora, foi também nossa amiga. Personalidade de uma simplicidade ímpar, humana, bondosa, receptiva, sempre nos recebeu com alegria em sua casa, desde a primeira vez, quando ela ainda cuidava de sua mãe nonagenária, então acamada.

Por tudo que falamos, neste texto, sobre a magistral e magnífica mestra, Rosa de Lourdes, aprendemos a admirá-la e tê-la como ídala da educação e da vida.

Na última quinta-feira (9), fomos ao consultório do médico oncologista que "maltrata" (cortou dezenas de vezes), ou melhor, cuida de nossa mãe, que completará 90 anos quatro dias após o réveillon (despertar, reanimar, em francês), para pegar seu endereço de e-mail, para enviar-lhe uma mensagem sobre nossos escritos.

Na oportunidade, o digno profissional de medicina oncológica – escuse-nos pelo gracejo acima, Doutor! – convidou-nos para o evento de lançamento do livro "O Sabor de um Mil Folhas", de autoria de Muhamed Read, seu colega de oncologia, que ocorreria naquele mesmo dia (9 de outubro), à noite, na livraria "A Livraria", no shopping Brava Mall, na Praia Brava, em Itajaí.

Lá estando, antes e na fila de autógrafos, conversamos com algumas pessoas desconhecidas (o único conhecido era o Doutor oncologista que nos convidou): uma advogada e administradora de condomínio; alguns médicos, colegas e amigos do autor do livro; um empresário e motociclista gaúcho, de sobrenome Leite, que mora nos Estados Unidos, e que não gosta do Eduardo Leite, atual governador do Rio Grande do Sul; e duas irmãs Gomes – este nome de família seria também o da mulher de um sobrinho nosso –, uma delas professora.

A professora paranaense, aposentada, que hoje mora com os pais, idosos, em Balneário Camboriú, nos foi apresentada por sua irmã, a qual conhecemos minutos antes, assim que entramos na fila de autógrafos, que falou que os professores não são valorizados no Brasil.

Realmente, minha simpática e nova amiga, os professores não são devidamente valorizados e reconhecidos pelo seu trabalho, pois o salário, no Brasil, é inferior ao de educadores de vários países, inclusive alguns da América Latina. A desvalorização da profissão de professor também afeta a qualidade da educação.

A pessoa, mulher ou homem, que estuda com afinco para tornar-se professor, com ou sem mestrado, passando por dificuldades financeiras, alguns com família para sustentar, trabalhando durante o dia e estudando à noite, ou vice-versa, deixando o cônjuge e os filhos, em finais de semana e nas férias, e tendo que percorrer longas distâncias para chegar à escola, faculdade ou universidade, pública ou privada, para realizar um curso superior, para, depois de formado, e às vezes até antes da diplomação, com dedicação e amor, transmitir conhecimento, desenvolver habilidades e formar profissionais, na moldagem do futuro, merece ser valorizado e bem remunerado pelo Município, pelo Estado e pela direção da instituição de ensino que visa lucro.

Conversamos com a advogada, na praça de alimentação do Brava Mall, que estava acompanhada de um lindo e amigável cão (esquecemos a raça), que estava em treinamento, e que seria disponibilizado para adoção – se alguém tiver interesse, temos como contatá-la.

No diálogo com a moça advogada – usamos a palavra "moça" para referirmo-nos a qualquer mulher, independente da idade –, falamos que também havíamos cursado Direito, por um período curto, dois semestres, mas de grande aprendizado, principalmente na disciplina de português, que foi ministrada pela grande mestra Rosa de Lourdes.

Coincidentemente, horas mais tarde, no começo da madrugada de sexta-feira (10), ao procurarmos por um texto que rascunhamos dias atrás, encontramos, sem querer, um outro texto que havíamos escrito em 2022, no Dia do Professor, o qual não foi enviado para a imprensa nem postado em nosso blog (votolivre.blogspot.com). O texto foi destinado, via e-mail, para 20 familiares e para o professor que foi citado.

Aí, diante desses fatos relacionados a professores, não poderíamos esquivarmo-nos de escrever este texto em homenagem a todos os professores e mestres, inclusive a familiares da profissão, aposentados e na ativa – fomos cogitados para sermos professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na época em que concluímos o bacharelado, com honras, em Ciências Econômicas (1989-1994), mas não tivemos interesse em lecionar e declinamos da ideia –, e, especialmente, à mestra Rosa de Lourdes, da qual fomos aluno, por um semestre, no curso de Direito (1996), na Univali. Antes, cursamos metade do curso de Engenharia Civil (1983-1986), na Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Estivemos na bela e bonita casa da senhora Rosa de Lourdes – localizada numa rua da área central de Itajaí, que leva o nome de uma heroína nacional, com um jardim, que além do gramado bem cuidado e de lindas flores, continha placas com frases poéticas –, nossa melhor professora de português, pela última vez, meses antes de ela falecer. Devido ao estado avançado da doença de Alzheimer, ela mal nos reconheceu. Não era essa a imagem dela que queríamos guardar, para sempre, em nossa memória.

Gostaríamos de guardar, gravado na memória racional, a imagem da Rosa de Lourdes, como aquela filha forte que cuidou da mãe, nonagenária, até seu suspiro final, ou daquela professora do curso de Direito, exigente e, ao mesmo tempo, carinhosa, que queria ver o educando se dedicando para aprender e apreender o português, ou da cordial e receptiva escritora, a quem procuramos, como último recurso, em sua exuberante morada, que, com a maior boa vontade, sanou nossas dúvidas de português, que os periódicos e livros (jornais, revistas, dicionários, enciclopédias, etc.) não nos esclareceram, ou da estimada amiga, que prontamente aceitou nosso convite, para participar de um jantar que oferecemos para cerca de cem pessoas, em um restaurante de Balneário Camboriú.

Ao invés de presentearmos a dileta mestra e escritora, pelos favores que nos fez, foi ela que nos presenteou com um livro de sua autoria, autografado e com uma linda dedicatória.

Rosa de Lourdes, ícone da educação de Itajaí e de Santa Catarina, se foi, aos 91 anos, há pouco mais de um ano (04/09/2024), mas o seu legado permanecerá vivo em nossa memória. Descanse eternamente, minha querida e estimada mestra!

Estamos homenageando, post-mortem, a nossa mestra Rosa de Lourdes, mas tivemos a felicidade de poder homenageá-la, em vida, num jantar que promovemos, em 2012 – dezasseis anos após ela ter sido nossa professora no curso de Direito –, para cerca de cem pessoas, em um excelente restaurante de Balneário Camboriú, em que tivemos a honra de a tê-la junto a nossos convidados.

A santa professora Rosa de Lourdes estaria, agora, educando os leigos do céu e os diabos do inferno, para torná-los anjos da terra, como ela foi, cuidando, com carinho, das plantas, das flores e do jardim da vida, transmitindo o seu vasto conhecimento de português para seus alunos e acadêmicos.

Antes de encerrar este modesto escrito, queremos citar uma frase do antropólogo, educador e político brasileiro Darcy Ribeiro: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”. Infelizmente, é isso mesmo.

Salve, à Rosa de Lourdes, postumamente, à Maria Koch (mãe da atual prefeita de Salete, SC – nossa terra natal –, e nossa primeira professora, que lecionava, numa única sala, ao mesmo tempo, para as turmas, de pouquíssimos alunos, do primeiro ao terceiro ano primário, ensino máximo na escola do Rio Herta, para onde os filhos dos colonos da localidade do interior do município iam a pé, descalços, no sol, na chuva, no frio, na geada, inclusive este escrevente), à Olívia Back e à Relíquia Belli (nossas parentes, e segunda e terceira professoras, respectivamente, na única escola pública do centro da cidade, onde passamos a estudar, aos nove anos de idade, porque nossos pais migraram da zona rural para a área urbana do município, onde foram ser comerciantes), e a todos os professores de Salete, de Taió, de Blumenau, de Itajaí – cidades onde frequentamos os bancos escolares, do primário à pós-graduação (inconclusa) –, de Santa Catarina, do Brasil e do mundo!

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina (Cora Coralina).

 

Ass: Nelson Heinzen, economista

(Transcrito ipsis litteris)


CNH sem autoescola: uma falsa economia que custa vidas

Publicado em 13/10/2025

 

Por Neusa Japiassu, jornalista

A CNH não é apenas um documento; é um atestado de competência e responsabilidade que, se emitido sem o devido preparo, custará muito mais do que os R$ 3 mil que o governo tenta economizar. O preço será pago com mais acidentes, mais mortes e mais famílias destruídas.

A SEGURANÇA VIÁRIA NO BRASIL EXIGE SERIEDADE, NÃO ATALHOS

A proposta de desburocratizar a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), permitindo aulas teóricas e práticas com instrutores autônomos, tem um apelo imediato: a redução drástica de custos.

O Ministério dos Transportes acena com a promessa de baixar o valor de R$ 3 mil para cerca de R$ 650, democratizando o acesso ao documento. No entanto, essa "economia" esconde um risco imensurável: a precarização da segurança viária no Brasil.

Não se trata apenas de emitir um documento, mas de garantir que o motorista esteja, de fato, preparado para enfrentar o trânsito, que já é uma das maiores chagas sociais do país.

O PREÇO DA IMPRUDÊNCIA E A AUSÊNCIA DE FORMAÇÃO

Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Piauí soam como um alerta doloroso. Em 2024, mais de 60% dos condutores mortos em rodovias federais (73 de 121) não possuíam CNH. Essa tendência se manteve nos primeiros meses de 2025, onde 55% dos condutores que perderam a vida (11 de 20) estavam inabilitados.

A proporção de feridos também é altíssima: 37,6% em 2024 e 28,9% no primeiro trimestre de 2025 não tinham CNH. Esses números ilustram uma verdade incontestável: a ausência de formação não significa apenas imprudência, mas uma concentração perigosa de fatalidades. Mais pessoas com habilitação, sem a devida formação, não significam mais segurança. Pelo contrário.

O raciocínio de que a experiência informal com pais e amigos substitui a formação estruturada é equivocado. É nas autoescolas que o futuro motorista é apresentado à teoria: as normas de trânsito, a prioridade do pedestre, a sinalização, os procedimentos de segurança e a responsabilidade inerente a conduzir um veículo. Sem essa base, a prática se torna uma lacuna perigosa.

O RISCO DA FLEXIBILIZAÇÃO EM CATEGORIAS CRÍTICAS

Especialistas alertam que a flexibilização do processo, com a exclusão da obrigatoriedade das 40 horas/aula teóricas e 20 práticas iniciais, é um tiro no pé. Como destacou o advogado Mozart Carvalho à CNN, os CFCs "instruem sobre legislação de trânsito, priorização de pedestres, sinalização correta e procedimentos em casos de acidentes".

A preocupação se agrava quando o Ministério planeja expandir as mudanças para as categorias C, D e E, condutores de ônibus, carretas e outros veículos de transporte de carga e passageiros. Comprometer a qualidade da formação para motoristas profissionais é um risco que pode levar a um aumento exponencial de acidentes graves nas estradas.

DEMOCRATIZAR O ACESSO NÃO SIGNIFICA PRECARIZAR A VIDA

É legítimo e necessário buscar a democratização da CNH para os 100 milhões de brasileiros que não dirigem (e muitos que o fazem sem permissão). O custo é, de fato, uma barreira. No entanto, a solução não pode ser a de trocar a vida pela economia.

Os CFCs têm custos operacionais altos (salários, veículos, combustível, infraestrutura, impostos), mas sua função vai além da instrução: é de educação viária.


Falta de educação

Publicado em 09/10/2025

“Realmente está terrível a educação em Itajaí. Param onde não deveriam e até moto elétrica! Incrível! Flagra feito na rua Lauro Müller, esquina com a rua Olímpio Miranda Júnior.”

Ass: A.A.

(Transcrito ipsis litteris)


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