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MATA ATLÂNTICA

Há 115 áreas desmatadas, de forma ilegal, em Santa Catarina

Fiscalização ocorreu em 77 cidades e resultou em R$ 4,1 milhões em multas

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Operação encontrou 8,1 hectares de Mata Atlântica cortados ilegalmente no Brasil


A operação Mata Atlântica em Pé identificou 115 áreas desmatadas ilegalmente entre 136 áreas com alertas de desmatamento em Santa Catarina, durante fiscalizações feitas nas últimas duas semanas em 77 cidades, inclusive na região da Amfri. A polícia Militar Ambiental fez autuações que somam R$ 4,1 milhões em multas contra os infratores, ainda sujeitas a recursos administrativos.

Na região, foram fiscalizadas áreas em Balneário Piçarras, sem constatação de irregularidades, e em Luiz Alves, onde a polícia confirmou desmatamento ilegal. Os cortes irregulares confirmados no estado somam quase 530 hectares, cerca de 15% a mais do que foi registrado na operação em 2020. A área é equivalente a 640 campos de futebol.

A supressão ilegal da floresta foi confirmada em 85% das áreas mapeadas com alertas de possíveis desmatamentos em Santa Catarina. Entre as 77 cidades fiscalizadas, foram encontradas irregularidades em 67 delas, com 115 alertas confirmados. Em 15 cidades com 21 suspeitas de desmatamento, a fiscalização não confirmou ilegalidade.



A região de Canoinhas, no Planalto Norte, liderou a quantidade de áreas desmatadas, com 18 casos em seis municípios, incluindo Rio Negrinho (5), Mafra (3) e Itaiópolis (6), a cidade que apresentou mais irregularidades no estado. Na região de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, foram 17 áreas com desmatamentos ilegais em dez cidades. Na região de Lages, foram 16 casos em seis cidades.

Segundo a polícia Militar Ambiental, a principal irregularidade foi o corte não autorizado de mata nativa para o cultivo agrícola no terreno. A operação rolou em 17 estados e, em Santa Catarina, o trabalho foi coordenado pelo centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do ministério Público e a PM Ambiental.

As ações se estenderam do dia 17 de setembro até a quinta-feira passada. “Foram mais de 700 hectares de áreas fiscalizadas com a utilização de drones e tecnologias de geoprocessamento”, relata o coronel Paulo Sérgio Souza, comandante da polícia Ambiental.


A coordenadora do centro de Meio Ambiente do MPSC, promotora Luciana Cardoso Pilati Polli, destacou o trabalho de fiscalização, que será base para responsabilizar os infratores nas esferas administrativa, civil e criminal.

“Agora, as provas levantadas pela PMA serão encaminhadas aos promotores de Justiça do Meio Ambiente para a tomada das providências civis e criminais”, explica. Além de multas, a justiça poderá impor medidas pra recuperação dos danos ambientais provocados pelos infratores.

Total de R$ 55,5 milhões em multas no Brasil

Operação encontrou 8,1 hectares de Mata Atlântica cortados ilegalmente no Brasil

No Brasil, a operação detectou 8,1 hectares de Mata Atlântica cortada ilegalmente, o que representa um aumento de 30% em relação aos desmatamentos ilegais identificados no ano passado. O total de multas aplicadas chega a R$ 55,5 milhões, 70% a mais que o valor de 2020.


Em 17 estados, foram fiscalizadas 649 áreas. “A união de esforços entre as várias instituições tem trazido, a cada ano, ainda mais efetividade à iniciativa, que tem como propósito deixar claro à sociedade que os crimes ambientais não ficarão impunes. Não pouparemos esforços nesse sentido”, afirmou o coordenador nacional da operação, promotor Alexandre Gaio, do MP do Paraná.

 

Monitoramento via satélite

A operação acontece pelo quarto ano seguido. A finalidade é identificar as áreas de Mata Atlântica desmatadas ilegalmente, cessar os atos ilícitos e responsabilizar os infratores. A fiscalização é feita a partir de um sistema de monitoramento de áreas com o uso de imagens de satélite. A plataforma MapBiomas gera alertas e relatórios de desmatamentos, cujos dados são cruzados pra identificar os infratores, aplicar multas e adotar outras providências.


Conforme o Atlas da Mata Atlântica, Santa Catarina é o quarto estado que mais desmata a floresta, atrás de Minas Gerais, Bahia e Paraná. Entre 2019 e 2020, a mata sofreu uma redução de 130 quilômetros quadrados, com os desmatamentos se intensificando em 10 dos 17 estados que possuem remanescentes da floresta. Santa Catarina tem a terceira maior cobertura da Mata Atlântica do país, com quase 23% de vegetação nativa.

 

 




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