Itajaí

Povão dengo-dengo tá cabreiro com o esgoto que é liberado direto na praia

Especialista diz que responsabilidade pelo tratamento é dos moradores

A temporada de verão já bate à porta e o jeito é correr pra praia pra refrescar a cuca. No entanto, o esgoto sanitário que deságua em vários pontos da beira-mar de Navegantes tá incomodando moradores e turistas. O dengo-dengo L.E.B. tá indignado, pois a prefa parece fechar os olhos pro perrengue. O cara teme que o povão fique emperebado por conta da poluição espalhada pela orla. Além de L., outra galera que curte uma praia abriu o berreiro pro DIARINHO, que encontrou três pontos de esgoto na faixa de areia.

Foi difícil até mesmo pra reportagem do MACRIADO passar longe dos rios de esgoto na praia dengo-dengo. O jeito foi tirar o sapato e pisar na água nojenta. Dois pontos, um em frente à contabilidade ...

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Foi difícil até mesmo pra reportagem do MACRIADO passar longe dos rios de esgoto na praia dengo-dengo. O jeito foi tirar o sapato e pisar na água nojenta. Dois pontos, um em frente à contabilidade Supra e outro da Corretora Cida Lilian, ambos no centro, têm o esgoto liberado direto no marzão. Já na Meia Praia, próximo à associação de Idosos de Navegantes, a porcaria fica concentrada na faixa de areia e é levada quando a maré bate no calçadão.

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Rodrigo Sousa Borges, 26 anos, operador de guindastes, saiu de Goiânia/GO e parou em terras dengo-dengosas a trabalho. Há um mês na cidade, esse foi o primeiro contato do cara com as águas salgadas. “Eu me senti mais perto de Deus. É lindo, vale a pena”, comenta. Apesar disso, na tarde de ontem, Rodrigo deu um pulo de gato pra fugir duma água nojenta que corria ao encontro do mar. O goiano diz que a situação é constrangedora e o cheiro, desagradável. Além do receio de entrar no mar agitado, Rodrigo garante que não tem coragem de molhar nem o dedinho do pé nessa água.

Depois de cinco anos que se mudou de Navega pro Guarujá/SP, a camareira Maria Martha, 51, tá de volta à city dengo-dengo. Há um mês morando próximo ao aeroporto, ela diz que sente dó ao olhar a praia dividida entre areia, mar e esgoto. “Eu não deixo minha filha tomar banho, a gente só caminha pela beirinha”, revela. Maria ainda conta que adora a cidade, mas o desrespeito à natureza é alarmante. “As próprias pessoas não respeitam. É triste isso”, lamenta.

Abobrão reconhece perrengue

A city dengo-dengo não tem esgoto a céu aberto, garante o superintendente da fundação Municipal do Meio Ambiente de Navegantes, Paulo Mafra. Segundo explica o abobrão, o que se vê nas praias da city é uma rede de drenagem de águas pluviais. Como o município não conta com uma rede pública de tratamento de esgoto, isso é feito individualmente nas casas. Cada imóvel deveria ter um sistema com fossa, filtro e caixa de cloração pra descontaminar os resíduos sanitários. Depois disso, o esgoto seria liberado na rede, que deságua uma parte no mar e outra no rio Itajaí-açu.

Mafra garante que há três anos a Fuman exige a apresentação do projeto da rede de tratamento individual de esgoto pra liberar o alvará de construção e habite-se pra construção de novos imóveis. “Pode ter algum clandestino nas casas mais antigas”, confessa o abobrão. Pra isso, afirma que vistorias estão sendo feitas e as residências em situação irregular são orientadas a dar um fim no perrengue.

Sabichona explica

Quando o município não dispõe de rede de esgoto sanitário, a associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) permite o tratamento individual, é o que explica a mestre em engenharia ambiental e professora da Univali, Janete Feijó. Segundo a sabichona, se implantado adequadamente, o tratamento de casa em casa elimina os resíduos tóxicos e não apresenta risco aos banhistas. “Mas o maior problema é a manutenção. É responsabilidade do usuário fazer a limpeza na rede pelo menos uma vez ao ano e trocar as pastilhas de cloro frequentemente”, ressalta. A profe ainda detalha que tão grave quanto não ter a rede é não conservá-la, pois dessa forma o esgoto é eliminado de forma bruta, permitindo que os banhistas sejam infectados por doenças.

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Janete orienta o povão que curte praia a ficar atento às placas de balneabilidade da fundação do Meio Ambiente (Fatma) e só entrar na água se o local for apropriado para banho. Atualmente existem três pontos impróprios pro mergulho em Navega: em frente à rua 8150, à rua 7000 e na foz do rio Gravatá.



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