Adriana Souza Simões da Silva, 22 anos, caiu na rua ontem por volta das 13h e se machucou. A auxiliar de produção foi até a unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas dos Cordeiros, na city peixeira, em busca de atendimento. Apesar de quase uma hora de espera, a muié aguardava tranquila. Desta vez não estou aqui muito tempo, mas alguns meses atrás fiquei mais de quatro horas na fila, conta.
O DIARINHO deu um pulo lá ontem, após receber denúncia anônima de que apenas um médico estava de plantão e mais de 50 pessoas aguardavem por atendimento. Lá, a reportagem contabilizou 12 dodóis ...
O DIARINHO deu um pulo lá ontem, após receber denúncia anônima de que apenas um médico estava de plantão e mais de 50 pessoas aguardavem por atendimento. Lá, a reportagem contabilizou 12 dodóis na fila e dois dotores na lida. O jornal apurou que nas segundas-feiras pela manhã e quartas e quintas à tarde, só um médico fica de plantão. Nos demais dias e turnos, dois estão por lá.
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O joelho e o pé machucados foram o resultado de um acidente de moto, o que levou Alessandra Regina Pereira, 23, a escolher o pronto atendimento do bairro Cordeiros. Segundo ela, pouco antes da chegada do DIARINHO, o local estava bem tumultuado. Agora está calmo, estou aqui faz uns 40 minutos, mas logo serei atendida, esperava.
De acordo com a coordenadora do UPA, Kelly Eskelsen, a manhã foi agitada, pois só havia um médico atendendo. Segunda-feira é complicado, pois é um dia cheio e na parte da manhã só há um profissional de plantão. Nas tardes de quartas e quintas-feiras, é a mesma coisa, sisplica. Ela diz que nos outros dias os 13 clínicos gerais são divididos em dois por turno. Porém, ressalta, faltam profissas para atender o povão. Pra trabalhar aqui precisa de concurso, mas o problema é que os profissionais, quando sabem que virão atuar no pronto atendimento, acabam desistindo.
Kelly avisa que as pessoas são separadas por classificação de risco: imediato (grave, com risco de perder a vida); urgência maior (necessidade de atendimento, 30 minutos de espera); urgência menor (aguarda atendimento, aproximadamente 120 minutos) e não é urgência (tempo: até 360 minutos). Ou seja, se você está apenas com uma dorzinha no corpo, mesmo que esteja esperando meia hora, não interessa: se aparecer alguém com mais urgência, será atendido primeiro, deu o recado.
UPA é pra emergências
Segundo Célio César Sauer, médico que estava de plantão ontem à tarde, 80% dos casos poderiam ser tratados no pronto Atendimento (PA) do São Viça, pois a maioria das reclamações são queixas de dores crônicas ou pessoas pedindo atestado médico. As pessoas não entendem que a UPA é pra casos mais graves, como acidentes, febres, dores no coração, diz.