Itajaí

Capital da Pedra aprova convênio com a Amfri

Tabela com valor de projetos chama a atenção da oposição, mas a prefa jura que os preços estão abaixo do mercado

Depois de muita discussão, os vereadores da Capital da Pedra aprovaram, em sessão extraordinária no finalzinho da tarde de ontem, um novo convênio de cooperação técnica com a associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri). No final das contas, os vereadores Carlos Alexandre Martins, o Xande (SDD), Jane Stefenn (PSDB), Ângelo Gervásio (PMDB) e Josenildo Rosa, o Guigo (PDT), votaram contra. Eles acreditam que a entidade está cobrando o zoio da cara por um convênio, além da grana que o município já paga todos os meses à Amfri.

Xande foi um dos que mais questionou os serviços prestados pela Amfri. O ex-tucano acredita que existem empresas de consultoria técnica bem mais competentes. Segundo o parlamentar, prova disso é ...

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Xande foi um dos que mais questionou os serviços prestados pela Amfri. O ex-tucano acredita que existem empresas de consultoria técnica bem mais competentes. Segundo o parlamentar, prova disso é que vários projetos realizados em Cambu, com cooperação técnica da Amfri, tiveram sérios problemas. “Sabendo que o município já faz um repasse para a Amfri, os valores cobrados nesse convênio ficam quase equivalentes ao valor cobrado por outras empresas especializadas”, diz o parlamentar.

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Um dos problemas citados por Xande rolou na pavimentação do loteamento Conde Vila Verde. “Ali houve uma série de situações que não foram previstas no projeto, e o município teve que arcar com todas as mudanças necessárias”, carca o vereador que acabou de deixar o ninho tucano.

Projetos da Amfri

A prefeita Luzia Coppi Mathias (PSDB) defende a equipe da Amfri e também os valores cobrados pela entidade. A loiruda passou a semana em Brasília, onde estava dando um plá com as otoridades sobre os 111 milhões de reales que foram liberados para Cambu pelo programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pra fazer rede de esgoto na city.

Na visão da prefeita, o município está faturando mó dinheirama através de programas do governo federal e também do estado, além das emendas parlamentares, e a Amfri tem dado muita força na aplicação desse cascalho. “Se não tivermos esse apoio técnico da Amfri, não teremos estrutura para tocar todos os projetos sozinhos. Além disso, os vereadores que questionam os valores desse convênio estão enganados, pois o preço está bem abaixo do mercado e do valor estabelecido pelo CREA-SC”, siscapa Luzia.

Cambu está com obronas empacadas

Com uma série de obronas rolando no município, muitos projetos apresentaram problemas e precisaram ser revistos. Mas Luzia não dá o braço a torcer e avalia com tranquilidade o andamento dos trabalhos. “São obras grandes, não temos o que reclamar porque nenhuma dessas obras foi entregue e todas estão dentro do prazo de execução. Por isso, temos que ter paciência”, discursa a prefeita.

Rubens Adriano Kinaipp, engenheiro civil responsável pelos projetos da Amfri, diz que a obrona que mais deu problemas foi o parque Linear, cujo projeto foi inicialmente negado pela caixa Econômica. “Para eles não perderem o recurso, a Amfri fez todas as modificações necessárias”, explica.

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O projeto de pavimentação do loteamento Conde Vila Verde foi elaborado pela Amfri com os estudos e levantamentos apresentados pela prefa. Tudo tem que ser feito bem rapidinho, porque os editais do governo federal abrem e fecham em poucos dias. “O que acontece é que a prefeitura tem que fazer a topografia, mas pega apenas alguns pontos do terreno pra dar tempo de fazer e apresentar o projeto. Às vezes, ainda é preciso fazer alteração nele”, conta o engenheiro.

Custos dos projetos

O secretário executivo da Amfri, Célio Bernardino, sigaba que a assessoria técnica da entidade já entregou, de janeiro a outubro deste ano, 241 projetos para os municípios associados. Tudo isso sem receber nenhum tostão a mais do que o repasse mensal pagos pelas 10 citys da região – 1,5% do que cada uma recebe do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

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Desses 241 projetos, 63 foram pedinchados pela Capital da Pedra, sendo que 59 já foram entregues e três aguardam o oquêi do governo federal. Nesses números não estão incluídas as obronas do parque Linear e do Conde Vila Verde, que são projetos feitos há um tempão e ainda em andamento.

Bernardino jura que o projeto aprovado ontem, na câmara, não significa que o município terá que pagar toda a dinheirama à Amfri. “Primeiro, a Amfri vai tentar fazer sem cobrar nada do município. Ocorre que, às vezes, tem uma gama de serviços tão grande que se torna necessário buscar profissionais pra te ajudar. Com uma lei aprovada, a prefeita Luzia está se precavendo para uma eventual oferta de recurso”, sisplica o bagrão.

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