Em função do projeto de ampliação da avenida Atlântica, para o seguimento da ciclovia, as palmeiras da praça Kurt Amann, na Maravilha do Atlântico, estão sendo deslocadas desde quinta-feira. Mais de 30 árvores que ficam na rua serão transplantadas para canteiros no centro da praça. Segundo a secretaria de Obras, todos os cuidados estão sendo tomados e não há risco de perder as plantinhas. O trabalho deve ser concluído nesta quarta-feira.
O replantio das árvores faz parte do novo projeto de infraestrutura do local. A pista onde as plantas se encontram será ampliada em 2,5 metros, para que se dê seguimento ao espaço para ciclistas ...
O replantio das árvores faz parte do novo projeto de infraestrutura do local. A pista onde as plantas se encontram será ampliada em 2,5 metros, para que se dê seguimento ao espaço para ciclistas. Segundo o secretário de Obras, Elton Garcia, as palmeiras não irão muito longe, pois serão replantadas em canteiros da própria praça. As árvores ficavam no canto esquerdo da praça e estavam no meio da rua, que será asfaltada. Agora, elas apenas serão replantadas no lado direito do local, explica.
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Para realizar o transplante, a secretaria de Obras, juntamente com o departamento de Paisagismo, conta com o acompanhamento de empresas ambientais licitadas. De acordo com o secretário, todas as providências estão sendo tomadas para que nenhuma planta seja perdida. O pessoal está tomando o maior cuidado, fazendo tudo certinho. Temos biólogos, profissionais do meio ambiente e paisagismo envolvidos, para que o trabalho seja feito adequadamente, afirma.
De acordo com a fessora da Univalli, Rosemeri Carvalho Marenzi, que é engenheira florestal e doutora na área de Conservação da Natureza, se o trabalho for realizado corretamente, com todos os cuidados necessários, as chances de resistência destas árvores são grandes. Normalmente, se a técnica é bem feita, a palmeira resiste, pois é uma das árvores que possui melhor resistência para o transplante em função da condição dessas plantas. Elas possuem um tipo de tronco que consegue armazenar bastante água e não dependem tanto das raízes quanto outras árvores, diz. Além disso, segundo a sabichona, como o replantio será praticamente no mesmo lugar, as mesmas condições climáticas ajudam na readaptação das plantas. A secretaria da prefa afirma que, após o transplante, as árvores serão monitoradas durante 12 meses, para assegurar o máximo de sucesso na readaptação.