Em seu segundo mandato, o prefeito Edson Renato Periquito Dias (PMDB) continua fazendo a reforma administrativa. Depois de dar um pé na bunda no secretário de Educação, Neucy Brandt (DEM), juntamente com toda a cúpula da pasta, o homem-pássaro recebeu ontem à tarde em seu gabinete todos os abobrões, vereadores da base aliada e puxas de plantão para oficializar a ida do seu líder de governo no legislativo, Orlando Angioletti (DEM), para a administração municipal, onde vai exercer o cargo de gestor do Fundo Especial de Outorga Onerosa de Transferência do Potencial Construtivo (TPC), que faz parte do organograma da secretaria de Planejamento.
Vereador em seu quarto mandato, Angioletti ensaia uma articulação para a corrida eleitoral de 2016, com o sonho de suceder Periquito na cadeira mais fofa da prefeitura da Maravilha do Atlântico. ...
Vereador em seu quarto mandato, Angioletti ensaia uma articulação para a corrida eleitoral de 2016, com o sonho de suceder Periquito na cadeira mais fofa da prefeitura da Maravilha do Atlântico. O democrata diz que sai de uma zona de conforto, pois já é vereador há 13 anos, para adquirir experiência no executivo. Os democratas, um dia, vão assumir a prefeitura de Balneário, diz confiante.
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Para os eleitores, o novo abobrão diz que faz uma troca justa e que tudo foi muito bem costurado com a sua base e diz ter consultado a opinião de pessoas próximas através da net. O que eu proponho é mais trabalho. Além do mais, esse cargo não é meu, é um cargo do partido, discursa Angioletti.
Reforma administrativa
Para o homem-pássaro, a reforma administrativa que rola na prefa é permanente, buscando sempre melhorar a gestão. O alcaide jura que a entrada de Angioletti é puramente técnica, porque o democrata é advogado, manja tudo de legislação e ainda é corretor de imóveis. Vamos lidar, agora, com desapropriações em cinco avenidas para as mudanças no plano viário da cidade e também para a construção de diversos equipamentos que fazem parte desta grande reformulação urbana, ressalta Periquito, que considera o processo muito complexo.
Angioletti vai trampar juntinho com o secretário de Planejamento Auri Pavoni, agilizando processos que estão enrolados há muito tempo. A prefa espera com isso desenrolar o meio de campo de imóveis que são de interesse do município e que, por isso, não podem ser vendidos ou alugados. Temos imóveis nesta situação há mais de 10 anos. A 4ª avenida, por exemplo, está congelada há muitos anos. O valor de mercado fica indefinido por essa questão, sisplica o alcaide psitacídeo.
Parlamentar só por um diazinho
A nomeação de Angioletti implicou, ainda, em outras mudanças nos quadros da prefa, numa articulação no mínimo curiosa. O suplente do vereador é Luiz Maraschin (PR), secretário de Desenvolvimento e Inclusão Social, que deve continuar ocupando o cargo na prefa.
Mas por uma questão legal, Maraschin foi exonerado pelo prefeito [o que foi publicado ontem em diário oficial], vai assumir a vaga no legislativo hoje para pedir licença e ser nomeado novamente para o cargo de abobrão. Logo em seguida, o presidente da câmara, Nilson Probst (PMDB), tem que chamar o democrata Jone Antônio Moi para assumir a cadeira no legislativo.
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Maraschin diz que estava até disposto a ficar na câmara de Vereadores, mas não teve como recusar o pedido do prefeito e da equipe técnica para que ele continuasse na pasta. Eu sou obrigado a tomar posse na câmara por uma questão legal, mas no dia seguinte já devo retornar para a prefeitura, confirma o ex e futuro abobrão.
Líder de governo
Ainda não está definido quem é que vai substituir Angioletti na liderança do governo na câmara. Periquito tem na câmara 10 nomes que podem fazer o papel de articulador dentro do legislativo. Já temos um namoro com alguns companheiros. Dentro das próximas semanas, isso deve se definir, comenta o homem-pássaro.
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O presidente da câmara acha que vai ser fácil parao prefeito escolher o novo líder de governo e sugere os líderes de bancada. Temos o vereador [Leonardo] Piruka, que é do PP, o Arlindo Cruz, que é líder do PMDB. Mas eu acredito que qualquer um dos vereadores da base tem plenas condições de assumir esse papel, considera Probst.