Itajaí

Lojista já foi atacada cinco vezes

Na noite de segunda-feira, a comerciante Sandra Maria Morandi Sachete, 50 anos, atingiu uma marca que, em vez de lhe dar orgulho, provoca um sentimento de revolta. Pela quinta vez, a Sandrimar, lojinha de roupas que fica na avenida Ministro Luiz Gallotti, no bairro Cidade Nova, em Itajaí, foi atacada por bandidos. Um deles, Guilherme Rupert dos Santos, 20, foi perseguido pelos vizinhos da pequena comerciante e acabou ganhando uma coça do povão. Mas isso não aplacou a cabreirice da lojista, que clama por mais segurança no bairro.

Já passava das 19h. Sandra estava feliz. Tinha acabado de fazer uma venda das boas e se preparava para fechar a loja. Foi quando os dois rapazes entraram e anunciaram o assalto. “Eles me ameaçaram ...

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Já passava das 19h. Sandra estava feliz. Tinha acabado de fazer uma venda das boas e se preparava para fechar a loja. Foi quando os dois rapazes entraram e anunciaram o assalto. “Eles me ameaçaram e queriam dinheiro”, conta. Cada um pegou um montão de roupas, com cabide e tudo, e mais a grana do caixa, cerca de R$ 250. Depois, siscafederam com as mercadorias penduradas nas bicicletas. Sandra, mesmo apavorada, saiu na rua e começou a gritar “pega ladrão”. Se esgoelou tanto, que até a voz sumiu. Na frente da loja, uma mulher viu a aflição da comerciante e fez coro na gritaria. A machalhada tomou as dores e começou a perseguir os ladrões.

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Um dos assaltantes, lembra a dona da Sandrimar, é alto e magro. Esse conseguiu fugir. Guilherme, o mais baixinho, não escapou. Ele foi pego pelo povão e acabou apanhando da turba. A revolta dos moradores é reflexo do alto índice de roubos e furtos que está rolando no bairro este ano, acredita Sandra. Só na loja dela, que abriu há quatro anos, esta é a quinta vez que sai no preju por conta da bandidagem.

Desde janeiro, a Sandrimar foi arrombada duas vezes, e o assalto de ontem foi o terceiro. “A gente não estava acostumada com isso; neste ano é que começou a bandidagem”, diz Sandra, que chegou a trocar a fechadura da porta de entrada por uma cadeadão. Mas a tranca nova não lhe tirou o medo que sente pela falta de segurança. “Mesmo sem armas, eles podiam me bater, me amarrar, pois sou mulher e estava sozinha; o que eu poderia fazer?”, argumenta, para justificar o porquê de não ter reagido à bandidagem.

Dos R$ 250 levados, Sandra conseguiu recuperar apenas 80 pilas. Já as roupas, deu pra pegar de volta 24 bermudas e seis camisetas, que ficaram sujas e manchadas de sangue do ladrão. Mas o preju pelas mercadorias perdidas foi o de menos pra comerciante. “A falta de policiamento na nossa região está deixando a gente de cabelo em pé. Está complicado. Fazemos um apelo para que mais viaturas façam rondas por aqui”, diz.

A polícia chegou a tempo de evitar que o assaltante fosse linchado. Ninguém foi responsabilidade pelas agressões ao bandido que, junto com a ziquinha usada para tentar fugir, foi parar na depezona da rótula do Vanolli. Atuado em flagrante por assalto, Guilherme já está no presídio da Canhanduba.



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