Para você que ainda não sabe, Itajaí será o ponto de chegada de uma das maiores regatas transatlânticas do mundo: a Transat Jacques Vabre. Conhecida como Rota do Café, a regata já partiu da França, em Le Havre, no dia 5 de novembro. Mais de 45 embarcações estão percorrendo as mais de 5395 milhas náuticas até a chegada em Itajaí. O evento ainda vai contar com uma extensa programação cultural e de entretenimento. Muitas pessoas já confirmaram presença neste evento que será muito importante para nossa cidade.
O oceano ruge. É frio e úmido a bordo. O vento soprava a 30 nós. Mas parecia que eram 40 nós, tamanha a força narra Fabrice Amedeo, capitão do CLASS40 SNCF Geodis. Não deve ser nada fácil para ...
O oceano ruge. É frio e úmido a bordo. O vento soprava a 30 nós. Mas parecia que eram 40 nós, tamanha a força narra Fabrice Amedeo, capitão do CLASS40 SNCF Geodis. Não deve ser nada fácil para os competidores enfrentar esse tipo de condição adversa que surge no caminho!
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Tempestades e emergências em alto-mar
Mas até mesmo com o mar calmo, alguns veleiros foram obrigados a buscar um porto para fazer reparos de emergência e continuar a viagem de quase 10 mil quilômetros até Itajaí. Nos cinco dias de travessia, as equipes escolheram pequenos estaleiros em locais estratégicos, como Brest (França), ilha da Madeira (Portugal), La Coruña (Espanha), Lisboa (Portugal), Lorient (França), Peniche (Portugal) e Roscoff (França).
Como nem tudo funciona perfeitamente, um dos veleiros líderes da regata, na categoria Classe 40, o GDF SUEZ, perdeu um pouco de tempo na costa espanhola para trocar os cataventos. O veleiro 11th Hour Racing voltou a Brest, no litoral francês, com uma das velas danificadas. O barco espanhol Tales de Santander 2014 não escapou de um pit stop às pressas para solucionar um problema estrutural. A equipe estava no pelotão de frente da Classe 40 e pode ter a regata comprometida.
Mudança de planos e rumos
Na madrugada de segunda-feira, 11 de novembro, a equipe do BET 1128, que disputa a Transat Jacques Vabre também na Classe 40, foi obrigada a mudar o rumo por um problema na vela de proa.
Durante todo o dia 11 de novembro, a organização recebeu vários comunicados das equipes no meio do oceano. O que mais chamou a atenção de todos foi o Arkema, barco da classe Multi50. O trimarã capotou na costa portuguesa e está sendo rebocado. Por rádio via-satélite, o velejador Mayeul Riffet explicou que o acidente ocorreu de maneira muito rápida, não dando tempo para reação.
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Mas isso não os desanima! Três pit stops já foram anunciados: Fantastica, Matouba e Solidariedade em Platoon. Vamos esperar com grande prazer em nossa cidade esses velejadores que não desistem, apesar de todos o obstáculos.