Quem aproveitou a tarde de domingo pra dar uma volta no barco Pirata que parte do cais da Barra Sul, em Balneário Camboriú, não imaginava que um dos casais que passeava por lá com os dois filhos seria formado por bandidões foragidos da dona justa. Moacir Ribeiro, 24 anos, que tem quatro assassinatos nas costas, e a traficante Gislaine Martins, 25, foram reconhecidos por um policial de Rio do Sul, que também passeava na embarcação.
O casal aproveitou o domingão de sol pra levar os dois filhos, um de três anos e outro de três meses, pruma voltinha no barco Pirata. Os dois estavam tranquilos, aproveitando uma liberdade a que ...
O casal aproveitou o domingão de sol pra levar os dois filhos, um de três anos e outro de três meses, pruma voltinha no barco Pirata. Os dois estavam tranquilos, aproveitando uma liberdade a que não tinham direito, até que o tira os reconheceu. Sem perder tempo, o policial telefonou para os colegas da divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú. Moacir e Gislaine foram guentados quando desciam do barco e nem tiveram tempo de reagir.
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Segundo o delegado Osnei Valdir, o rapaz tem condenação por quatro homicídios cometidos em Tijucas e Rio do Sul. A companheira bandida estava foragida do presídio de Joaçaba, de onde pulou o muro pra simandar, na companhia de outra detenta, no ano passado. Gislaine foi presa com quase cinco quilos de crack.
De acordo com o delegado Osnei, o casal já morou em Camboriú e atualmente estava morando numa baia no bairro Cordeiros, em Itajaí. Como circulavam pela região, no ano passado, os tiras já estavam de butuca nos dois, tanto que ano passado Moacir conseguiu escapar duas vezes de operações pra prendê-lo, realizadas por policiais da Maravilha do Atlântico.
Depois de guentar o casal, os policiais foram até a baia onde morava. Lá foram apreendidas uma balança digital contendo resquícios de pó branco que, suspeita-se, seja cocaína. Além disso, também foram recolhidos documentos de identidade e carteiras de motorista falsos. Também constatamos que eles usaram os documentos falsos pra registrar os filhos, informou ainda o delegado Osnei.
Gislaine foi levada para o cadeião do Matadouro, em Itajaí, e Moacir foi mandado para a comarca de Rio do Sul, onde responde uma das broncas por assassinato.