Dois clubes tradicionais de Itajaí decidem no domingo um dos título mais cobiçados do futebol amador da região. Trevo e Rio do Ouro medem forças a partir das 16h, no campo do Rio do Ouro, na Murta, quando rola o segundo jogo da finalíssima do campeonato da liga Itajaiense de Desportos (LID). A primeira partida, disputada no domingo passado, no mesmo campo, terminou empatada em 1 a 1. Caso a igualdade persista no tempo normal, o jogo vai para a prorrogação e, daí, para os pênaltis.
Motivações diferentes levam Trevo e Rio do Ouro a campo. O Rio do Ouro, equipe dirigida por Zilda Dalmolin, tem 27 anos de tradição e quer fazer história ao igualar o recorde de títulos do São Nicolau ...
Motivações diferentes levam Trevo e Rio do Ouro a campo. O Rio do Ouro, equipe dirigida por Zilda Dalmolin, tem 27 anos de tradição e quer fazer história ao igualar o recorde de títulos do São Nicolau. O clube de Penha, que, apesar da procedência, disputa a competição organizada pela LID, tem seis troféus. Pentacampeão, o Rio do Ouro ficaria atrás apenas do União, de Navegantes, que já conquistou oito canecos.
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Fundado em 2002, o Trevo tem apenas um título, conquistado em 2009. Soma, contudo, outros quatro vice-campeonatos consecutivos, feito que o colocou definitivamente entre os clubes mais temidos do futebol amador da região. Sempre chegou nas cabeças. É um adversário muito difícil de ser batido, elogia Vital Pereira Martins, presidente do clube rival, o Rio do Ouro.
A missão da equipe que carrega o trevo de quatro folhas na camisa é consolidar essa imagem vencedora com mais um título do Amador. Nós estamos bem, relaxados e concentrandos para esse jogo difícil, garante Dirmael Castro dos Santos Junior, o Mala, vice-presidente do Trevo.
Vantagem para o Trevo
As duas equipes já duelaram 11 vezes desde 2002. Curiosamente, a balança é favorável ao Trevo, que venceu oito desses confrontos. Rolaram dois empates e apenas uma vitória do Rio do Ouro. Apesar de os dois times jamais terem se enfrentado em uma final de Amador, esse jogo é considerado um clássico, garante Paulo César Gonçalves, presidente da LID.
Apesar da vantagem histórica do Trevo, na atual edição do Amador o duelo não poderia ser mais equilibrado. As equipes já se enfrentaram três vezes esse ano, com uma vitória pra cada lado e um empate, exatamente o do jogo de ida da final.
Rio do Ouro tem três baixas
A técnica Zilda terá três baixas para enfrentar o Trevo na grande final do amador. O meia Aldinho, que trampa em plataforma, estará de serviço no dia da partida. Outro meia, Claudinho, que é mergulhador, também não poderá atuar devido a compromissos profissionais. A principal ausência, porém, é a do zagueiro Claudio Junior, que machucou o joelho direito jogando sozinho. Ele escorregou e caiu por cima do joelho. Estamos tentando marcar uma ressonância pra ele, explica Vital.
Para a vaga de Claudio Junior, Zilda deve escalar o veterano Carlão. Já para o lugar de Claudinho, a opção mais provável é pelo ex-jogador do Marcílio Dias, Rafael Couto. A Zilda ainda tem dúvidas sobre quem entra no lugar do Aldinho, admite Vital.
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Apesar da mudança técnica, o presidente do Rio do Ouro afiança que a equipe está preparada pra batalha de domingo. Eu até pedi pros meus jogadores saírem hoje [sexta-feira], pra amanhã [sábado] ficarem concentrados pro jogo, concluiu o cartola.
Pelo lado do Trevo, o técnico Paulinho Moreno não tem problemas na escalação. Ele deve repetir a formação que entrou em campo no domingo passado. Ao contrário de Vital, Mala não conversou com seus jogadores a respeito da concentração. Acredita que o elenco está relaxado, ciente da responsabilidade. Nada mudou em relação à preparação do final de semana passado, concluiu o vice-presidente.
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