A peixeira Renata Maria Saccardo, moradora do bairro Cordeiros, em Itajaí, garante: se você usar água do Semasa pra lavar roupa, a sujeira volta em dobro. Minha empregada colocou roupas brancas na máquina, mas elas saíram pretas. Depois de algumas lavadas, a sujeira de algumas continuou. É um absurdo, berrou Renata, que mora na rua Pedro Camilo Vicente.
O perrengue rolou faz 15 dias, e só depois de reclamar duas vezes é que o Semasa foi à casa da moradora conferir a treta. Segundo ela, peões abriram o relógio e deram uma descarga, deixando a água ...
O perrengue rolou faz 15 dias, e só depois de reclamar duas vezes é que o Semasa foi à casa da moradora conferir a treta. Segundo ela, peões abriram o relógio e deram uma descarga, deixando a água correr por um tempo. Mas não adiantou nada. A melhora foi apenas momentânea. No dia seguinte, a água continuou suja. De acordo com a muié, os trabalhadores do Semasa teriam dito que a sujeira na tubulação estava atingindo outros bairros da city. Segundo Renata, os peões indicaram que ela separasse uma amostra e levasse ao Semasa. Mas ela não quis saber de papo. Não vou lá. Pago R$ 70 reais por mês de água pra receber essa coisa? Eles que venham aqui.
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Segundo o assessor de imprensa do Semasa, Théo Cevey, além da reclamação no 0800, a muié poderia ter ido à sede do serviço de abastecimento (como sugeriram os peões) com as roupas sujas, que a autarquia peixeira enviaria as peças a uma lavanderia. Caso a sujeira não saísse, Renata seria ressarcida do preju.
Em relação à nojeirada da água, o assessor explica que a treta tá rolando há duas semanas em algumas regiões da city. Devido às obras na BR-101, sentido norte, em alguns momentos a rede de água é rompida, causando situações pontuais. Infelizmente, essa moradora foi atingida. Porém avisa: quando a rede é atingida, o Semasa comunica no site que os consumidores esperem, pelo menos, uma hora antes de utilizar o líquido novamente.
Procon
De acordo com Rafael Martins, chefão do Procon da city peixeira, o Semasa é responsável pela água que fornece, portanto, deve arcar com o prejuízo. Ele avisa que caso o órgão realmente ofereça uma proposta, o consumidor deve aceitar. E acrescenta, se a pessoa ainda assim sentir-se prejudicada, pode ir ao órgão tentar resolver o perrengue. Se o caso não tiver solução, o consumidor pode procurar o Procon e entrar com um processo por danos morais e materiais.