Ontem foi realizada uma audiência pública pra discutir como é que o município de Balneário Camboriú vai se virar pra pagar cerca de 130 milhões de reales em dívidas. Essa dinheirama toda é referente às desapropriações feitas ao longo de muitos anos pela administração e que não foram pagas.
O grande problema é que, desses precatórios, cerca de 30 milhões devem ser cobrados pela dona justa em 2014 e mais uns 100 milhões em 2015, mas BC não tem encontrado alternativas pra levantar essa ...
O grande problema é que, desses precatórios, cerca de 30 milhões devem ser cobrados pela dona justa em 2014 e mais uns 100 milhões em 2015, mas BC não tem encontrado alternativas pra levantar essa grana toda.
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Na semana passada, o prefeito Edson Renato Periquito Dias (PMDB) já tinha se reunido com o conselho da Cidade para discutir o tema, que pode comprometer seriamente os investimentos do município nos próximos anos.
Entre as alternativas expostas para conseguir levantar essa dinheirama estão a contrapartida da Univali, que ocupa um baita terreno no bairro dos Municípios e que pode ser acionada na dona justa pra pagar a dívida. A venda de terrenos no bairro dos Municípios seria também outra solução.
Outra proposta que gera polêmica é a autorização de engordar os espigões pra aumentar a arrecadação da city.
Para encarar o problema, o homem-pássaro chamou um de seus principais aliados políticos na câmara de Vereadores, Orlando Angioletti (DEM), pra assumir o cargo de gestor do Fundo Especial de Outorga Onerosa de Transferência do Potencial Construtivo (TPC), que faz parte do organograma da secretaria de Planejamento.
O democrata não esconde de ninguém o desejo de ser prefeito da Maravilha do Atlântico e viu no cargo de abobrão uma oportunidade pra botar o nome em evidência, lidando diretamente com um dos principais problemas da city, que é a desapropriação de terrenos por parte do município.