A dona do predinho garante que tá tudo nos trinques e que uma empresa de engenharia foi contratada apenas pra reforçar o prédio pra construção de um telhado no último andar. Já o coordenador da
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Defesa Civil e também secretário de Segurança, Joab Bezerra Duarte Filho, confirma o perrengue, mas jura que o engenheiro da prefa tá em cima pra garantir que o prédio não vá pra chón.
Foi depois de uma denúncia anônima, no início de outubro, que os bombeiros foram até o edifício Arthur Gaya, no número 318 da avenida João Sacavém, pra averiguar a situação do prédio. De acordo com o tenente dos vermelhinhos, Maico Francisco de Alcântara, falhas na estrutura do prédio foram constatadas. Há rachaduras, mas não sou engenheiro e não posso dizer se vai ou não cair, por isso chamamos a Defesa Civil, pro problema ser avaliado por um engenheiro, explica. Segundo ele, o sistema de prevenção contra incêndio está nos conformes.
O coordenador da Defesa Civil, Joab Bezerra Duarte Filho, conta que o engenheiro da prefa confirmou que o prédio está com problemas estruturais e precisava de intervenção pra não ir pra chón. Segundo ele, quando o barnabé chegou, o prédio já estava escorado. A dona já contratou uma empresa e apresentou um projeto de reestruturação, que está sendo feito, conta.
A proprietária foi notificada, mas não tem prazo pra resolver o problema. Mesmo assim, Joab jurou que iria mandar o engenheiro fazer uma nova batida ainda ontem, pra saber se a obra estava andando. Vamos fazer mais uma vistoria. Se identificarmos que o projeto não tá sendo cumprido ou que há riscos pra população, não vamos pensar duas vezes pra interditar o prédio, assegura.
O DIARINHO tentou saber detalhes dos problemas da edificação e do potencial do risco, mas o bagrão não permitiu que a reportagem conversasse com o engenheiro responsável pela fiscalização. Quando a reportagem esteve no local, na manhã de ontem, não havia nenhum peão trampando. As vidraças que ficam na entrada do edifício estavam cobertas com papel, mas através das frestas foi possível ver que o teto da garagem está todo escorado com toras de madeira. Na lateral, dá pra ver de longe que há rachaduras nas vigas e boa parte das pastilhas caíram.
Dona diz que tá tudo beleza
A dona do prédio, Selma Coelho, 77 anos, garante que não há risco de desabamento. Eu moro com a minha família toda aqui; se tivesse risco, seria a primeira a sair, alega. Ela diz que há pouco mais de dois meses comprou um terreno nos fundos do prédio pra retirar as fossas do chão da garagem, pra alugar aquela área. Selma diz que a trepidação causada pelo maquinário que fez a garibada causou o perrengue, mas apenas no acabamento do edifício. Trabalharam as pastilhas, diz.
Além disso, uma infiltração da água da chuva no último andar, onde ela mora, também teria causado problemas, por isso teria contratado a empresa de engenharia. Pra colocar a cobertura, vai precisar construir praticamente um novo andar e vai ter que ser feito um reforço, explica.
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A mulher garante que a estrutura não está comprometida e diz que a firma contratada não estava trampando porque não teria conseguido peões pra fazer o serviço na semana que antecede o Natal. Mesmo jurando de pés juntos que a estrutura não está comprometida, ela não deixou o fotógrafo do DIARINHO chegar até a garagem.