Segundo Fernando, que falou ao DIARINHO na quinta-feira, o quiprocó aconteceu em 12 de dezembro, quando ele e o secretário deixavam o fórum de Itajaí, onde haviam participado de uma audiência conciliatória. O ator acusou Pissetti de chamá-lo de viadinho, ainda no pátio do fórum. Não bastasse a injúria, Lucas, filho do abobrão, teria seguido o rapaz até o bairro São Judas e, lá, o espancado na base de socos e pontapés.
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Pra Pissetti, nenhuma das acusações f procede. Vocês entrevistaram um mentiroso. Mas isso vai ser resolvido. A minha defesa é a minha vida, disse, notadamente irritado com a matéria publicada na edição de sexta-feira. O DIARINHO tentou várias vezes contato com o abobrão, ainda na tarde de quinta-feira, após ouvir as declarações do ator, mas as chamadas caíram na caixa de mensagens do celular de Pissetti. Além disso, também fez contato com a secretaria de Planejamento e Gestão, mas o chefe da pasta estava em uma reunião. Na ocasião, a assessoria de Pissetti prometeu entrar em contato e retornar a ligação, mas isso não foi feito.
Cabreiro, o secretário preferiu se defender de maneira breve das acusações de Fernando. Negou que tivesse chamado o artista de viadinho e o acusou de ter batido no carro de Lucas Pissetti. Ele assustou meu neto, e meu filho [Lucas] defendeu meu neto. Ele (ator) já tem até ficha suja na polícia, lascou.
Bafões com Pi7 rolam desde 2012
A relação pouco amistosa entre Pissetti e Fernando se arrasta desde 31 de dezembro do ano passado, quando o então vereador do PP presidia a audiência pra votação da verticalização da Praia Brava. Ele teria falado grosserias pros manifestantes, que se revoltaram e, mais tarde, o atacaram por meio do Facebook. Fernando foi um deles. Depois de xingar o atual secretário de vagabundo, ele foi processado por Pissetti. Em 12 de dezembro, depois da audiência conciliatória , o ator diz que Pissetti teria chamado-o de viadinho na saída do fórum. Alega, ainda, que Lucas Pissetti, filho do abobrão, o teria seguido até o bairro São Judas, atirado o próprio carro contra a bike dele e o agredido.
Três pessoas já registram queixa policial contra o ator
Um leitor que preferei não se identificar mandou três boletins de ocorrência registrados contra Fernando, dois deles deste ano e um em 2010. O último, feito por Lucas Pissetti, acusa o ator de agressão. O autor tem por costume perturbar a paz e o sossego dos familiares do comunicante, diz parte do relato oficial.
Seis meses atrás, em 8 de junho, um agente da guarda municipal de Balneário registrou um BO contra o ator, acusando-o de injúria. Pelo relato dele, Fernando enrolava um cigarro de maconha no pontal Norte e, ao ser abordado, ficou irritadinho. Chamou-os [os guardas] de incompetentes e disse que eles não estavam preparados psicologicamente para exercerem a função de guarda municipal, narra a ocorrência policial.
Em 18 de dezembro de 2010, o ator foi acusado de se negar a descer de um dos ônibus da Viação Praiana, no centro da cidade. Ele teria entrado no amarelão com uma magrela. O comunicante, que se identificou como motorista do latão, teria sido insultado pelo cara. Fernando desceu do ônibus e mandou o comunicante tomar no cu, na frente de todos os passageiros, diz o BO.
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Fernando confirmou a existência dos BOs, mas não assumiu a condição de culpado em nenhum deles. Segundo ele, apesar do que diz o registro, os guardas municipais de Balneário confundiram com maconha o que era, na verdade, uma bala. Eu passei descascando uma balinha, e um dos guardas saiu correndo dizendo que eu enrolei um baseado de maconha, alega.
Sobre o episódio do BO registrado pelo motora da Praiana, Fernando diz que não sabia da proibição de se entrar com a magrela nos ônibus. Em Brasília, onde eu fui criado, se podia entrar nos ônibus e no metrô de bicicleta. Eu não sabia que aqui não podia, explicou.
O ator fez questão de lembrar que, apesar dos escândalos, ele também deixou marcas positivas pra cultura de Itajaí e contribui para a valorização do teatro na cidade. A minha vida aqui, em Itajaí, não é só confusão. Eu já levei o teatro da cidade para todos os estados brasileiros. Eu trabalho, não faço só figuração, concluiu.
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