Colunas


Histórias que eu conto

Por Homero Malburg -

Homero Bruno Malburg é arquiteto e urbanista

A funda


Babalú é uma cadela cocker-spaniel. Foi-nos “doada” pela Mariana, nossa filha que foi morar em Blumenau. Élia e eu, que não somos muito chegados a cachorros, tivemos que assumir... O problema é que Babalú cisma em entrar no cio justamente quando estamos na praia e lá nossa casa não tem muros altos. Em 2003, fomos brindados com oito “bisnetos”.

 

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No verão deste ano, de novo. Apesar do uso de fraldas no período fértil todo o assédio da cachorrada se repetiu. Lembrava o filme de Hitchcock - Os pássaros, quando da sala víamos não pássaros, mas um monte de cachorros arranhando as portas de vidro da varanda, fazendo xixi nas colunas  e ela, aflita, querendo dar... Como impedir? Uma funda! E baguinhas de mamona ou cinamomo que não machucam como munição!

E como legítimo representante de uma geração em que era o máximo trazer uma funda incrementada no pescoço, fui à busca. Para quem  não entendeu funda em alguns lugares é estilingue, em outros, setra; ou ainda atiradeira.

Nas regiões dos alemães die schleuder (xilóida). A funda começava com a escolha da forqueta, aquele galho bifurcado que ficávamos namorando ainda na árvore para cortar, descascar e secar. O passo seguinte era o elástico. Neste ponto, cuidado! Para os pequenos, o elástico mais fino tirado de câmaras de ar de bicicleta, sem grande poder de fogo. De pneus de carros, dois tipos, um ruim, o elástico “de conta” - que só esticava até um determinado ponto - e o melhor, o michilin! Tanto para nós, experts  em elásticos, o nome de fábrica Michelin, na fórmula um, nunca foi novidade.

Já era nosso velho conhecido pela excelência, pela força e precisão que proporcionava  aos nossos tiros. Cortávamos os elásticos à tesoura, de uma vez só, sem mastigar.  Era importante pois um corte defeituoso, de bordas irregulares, ocasionava as “bocas” e, neste ponto, podiam arrebentar.  Em seguida do corte dos “macaquinhos”, fios do mesmo elástico para amarrar o conjunto. 

Restava arranjar a “pelica”, peça de couro onde se colocava o projétil. E aí não havia sapato velho que escapasse de tesoura... Uma funda incrementada tinha um par de elástico de reserva amarrado no cabo e era toda revestida de macaquinhos. Aquela arma negra era temível.

Fui então ao Mercado Municipal para comprar uma funda pronta. Pasmem! Até aí fomos vencidos pela tecnologia! O cabo era de plástico. O elástico, de tubos de borracha transparentes. Os macaquinhos de elástico de dinheiro e a pelica de courvin!!! Só custava dez reais, mas não comprei! E a Babalú teve mais uma ninhada de oito...


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