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Histórias que eu conto

Por Homero Malburg -

Homero Bruno Malburg é arquiteto e urbanista

Camboriú, ainda


Atlântica na década de 1950 (foto: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú)

A partir dos meus 16 anos, o “fino” era ir para Camboriú. Aquela única quadra da avenida Central fervilhava de gente. Gente jovem. Os pais ficavam em casa, na varanda, curtindo a brisa do mar. Tudo aquilo que representava o “footing” na rua Hercílio Luz, antes do cinema, lá era muito melhor, mesmo que na época não existisse cinema no Balneário.

 

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As meninas desfilavam e ali eram muitas, de todos os lugares... Claro que a concorrência masculina era também maior. Ter carro não contava tanto assim: para ir aonde? Para atolar na praia? Afinal, menina de família não aceitava este tipo de convite. E nós, encostados nos muros, ficávamos esperando que “aquela” passasse de novo...

Na esquina da Avenida Brasil, uma sorveteria, daquelas antigas, de madeira, com um sorvete de uva maravilhoso. Na esquina do mar, no térreo do Ed. Miramar, então em construção, o primeiro lugar a vender Kibon. No meio da quadra, à esquerda, um barracão de madeira que todo ano apresentava algo novo. Normalmente, tiro ao alvo, com espingardas de ar-comprimido. Em frente a ele, o Mariluz.

O Mariluz era uma “instituição”.  O melhor ponto da paquera. Um restaurante que nós jovens não frequentávamos, uma área externa com mesinhas que frequentávamos muito, namorando a noite inteira e consumindo um único refrigerante... Um muro baixinho, confortável para sentar e em frente, as meninas “que vem e que passam, num doce balanço a caminho do mar”...

Uma quadra depois do centro, em direção ao Marambaia, uma construção de madeira, em estilo “moderno”, abrigava o San Remo. Embora bonito, não tinha o charme e a localização do Mariluz. Apesar de sempre mudar de direção, não “vingava”.

Alguns anos depois, onde hoje é a praça Almirante Tamandaré abriram um boliche. Sucesso imediato na praia, como já era no Brasil todo. Muitas das minhas economias ficaram lá, nas canaletas, nos “spares” e nos “strikes”.

Neste época, nossa família já tinha um apartamento em Camboriú. Aliás, de frente ao mar, havia muitos poucos prédios. O “Punta del Leste”,  o “Itapuã”, ambos com três andares. Na direção sul, um maior, o da Sorveteria Roma, com suas colunas no terreno de forma de “V”. Nosso prédio, concluído em 1965, era o “Albatroz”, um edifício maciço, feio, de planta muito simples, com cento e poucos apartamentos, onde a Élia e eu vivemos os nossos primeiros anos de casados. Como dizia o zelador, apenas oito moradores “afetivos” moravam o ano inteiro. Bons tempos aqueles. Apesar de que, ante a qualidade dos novos edifícios construídos, o “Albatroz” passasse a ser conhecido como “Algo Atroz”....

Em tempo: para ir à praia por onde hoje é a rua 51, no final dos anos 50, o Toninho Campos Silvas lembrou-me que precisava atravessar uma cerca de arame farpado.... A Élia que veraneava por ali confirmou e acrescentou uma “malha” de rosetas que massacravam os infelizes pés descalços.


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