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Histórias que eu conto

Por Homero Malburg -

Homero Bruno Malburg é arquiteto e urbanista

Desinfecção total


Na minha época de estudante em Curitiba, do Cursinho em 64 ao término da faculdade em finais de 69, não era muito comum sermos convidados para a casa de algum colega curitibano. Aliás, eles eram apenas uns 20% da turma e o seu temperamento mais reservado era a causa.

 

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Haviam exceções e talvez porque fossem muito poucas lembro-me delas com prazer. Uma delas, era a casa de uma colega, de sobrenome polonês, que logo apelidamos de “Maruska”. Pai, mãe, irmão e irmã nos recebiam com satisfação para os trabalhos em equipe: para almoços; para festas. Formamos uma amizade tão sólida que além de termos sido padrinhos de casamento um do outro, até hoje nos encontramos com certa frequência.

O Maruska sempre foi dono de personalidade especial. Era contestador e inventivo. Não aceitava soluções fáceis ou evidentes. Sempre ia a busca de outras saídas. Isso o tornava uma pessoal especial.

Certa vez, quando em excursão da Faculdade para Foz do Iguaçu, foi flagrado pulando de pedra em pedra nas cataratas para ver tudo mais de perto. Outra vez, já casado, em Paranaguá, não aceitou o que lhe diziam que biguá não prestava para comer: caçou um e assou no forno – saíram todos de casa pelo fedor de peixe podre. Ele ficou para experimentar o gosto. De outra feita emborcou um veleiro em Barra Velha e conseguiu enterrar a ponta do mastro no fundo lodoso da lagoa. Em recente “reveilon” ao cumprimentar o cunhado de mais de cem quilos foi efusivo: o abraçou e o levantou – quebrou o pé.

Era assim o Maruska. Simpático, alegre, querido por todos e, por ser um eterno curioso e inventador-de-modas, sempre arriscado a lhe acontecer toda a sorte de acidentes.

Um deles, antológico, aconteceu em um baile de carnaval no ginásio de esporte da Sociedade Thalia, em Curitiba, ainda no tempo do “lança-perfume”. Em certo momento, deu-lhe uma vontade danada de ir ao banheiro. Entrou no sanitário e viu o vaso muito sujo e fedido. Limpou como pôde, deu varias descargas e... surgiu-lhe uma ideia: desinfetar com “lança-perfume”. Esguichou o quanto pôde lá dentro, sentou-se, acendeu um “Minister”, deu uma afastadinha e jogou o fósforo dentro do vaso. O que se seguiu foi um formidável “BOOOM”!  E o Maruska jogado pela explosão, pendurado na porta do sanitário, de calças arriadas, todo sapecado.


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