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Por Coluna esquinas -

Breve história de um muro


Um muro é a metáfora adequada para o momento. Convivemos, já há algum tempo, com discussões acaloradas que alimentam separações quando alguns ainda creem que a palavra cultura é escrita no singular. Ainda convivem entre nós os que separam a humanidade entre os que têm cultura e os que não têm cultura. Há ainda aquele argumento de que temos cultura erudita ou cultura popular, reservando adjetivos que desmerecem a última.

 

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Definindo assim, riscam um traçado no chão e separam os “iguais” e os “diferentes”.  A barbárie e a civilidade. Daí para a edificação de muros, materiais ou simbólicos, é um pulinho. O futuro causa temor e alimenta extermínios.

O muro de Berlim; o muro fronteiriço entre Estados Unidos–México; um muro étnico, separando Israel dos palestinos; o muro que separa a favela do bairro nobre; os muros que não se vê a olho nu, mas estão entre nós (misoginia, homofobia, racismo, sexismo...).

O muro é, pois, a metáfora suprema da ilusória segurança. O muro oferece o sentido, também ilusório, de pertencimento a uma cultura que assume-se superior. Um perigoso argumento que, na história humana, tem acabado em violência, morte, guerra.

Eu diria que uma das maiores armadilhas que existe são as representações que temos daquilo que chamamos realidade. Quando gerações inteiras crescem acreditando que as separações são naturais, a ideia de realidade é uma armadilha potente que tem criado algumas emboscadas para os sentidos humanos.

Dizem os argumentos da dialética, e concordo aqui, que as soluções estão no centro dos problemas, quase sempre no mesmo ponto em que elas nasceram. Se nossa humanidade não tem conseguido lidar com seus problemas diria que não são uma rua sem saída. Um problema é construção social que cria muros que parecem intransponíveis para manter o status quo.

Quando um muro converte o outro como alvo de perseguição ou extermínio o problema não está no outro ou no muro. O problema não é uma realidade existente. O problema é a falta de humanidade. Somos diversos e é tão somente isso que importa.

O pior medo que nos atinge é o medo de nós mesmos. Um muro pode impedir que façamos coisas, mas o que precisamos transpor são os muros que estão em nós.

Um dia, o grande poeta Lorca disse que se as coisas encerradas dentro dos muros, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo.  O muro explicita a intolerância.

Ahh... se a educação de crianças ensinasse dia após dia que há uma beleza potente na diversidade. É isso, e tão somente isso, que nos faz humanos.


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