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Por Coluna esquinas -

A mão invisível da realidade


Houve um tempo em que os sinais da narrativa ficcional começavam com o “era uma vez...” e, inevitavelmente, encerrava com o final feliz.  Houve um tempo... porque as narrativas que andam por aí confundem muita gente e confrontam a realidade com a ficção.

 

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Família imperial afronta uma rede de comunicação ao dizer que a representação do príncipe fere a honra por tratá-lo como defensor de pautas progressistas. Não olho novelas e, muito menos, sei da vida dos decadentes herdeiros da família imperial, mas a notícia embaralha o que poderíamos imaginar que fosse realidade.

Noutra notícia um jogador de vôlei faz piadas homofóbicas, é demitido do clube em que joga por exigência das grandes empresas que o patrocinam e, pasmem, pessoas vão às redes e à porta do clube para apoiá-lo.  O mundo capitalista empresarial, como um camaleão, adaptou-se às orientações sexuais do século XXI para não perder lucros (claro) e um conhecido partido político com pautas de extrema esquerda sai em defesa do jogador afirmando que estamos em uma fase inquisitória.  E pasmei quando vi que a discussão começou quando o assunto era o beijo que o superman deu em outro menino. Quem é ficção? Qual a fronteira da realidade?

Não pararia aqui se tivéssemos espaço para tanto. Poderia falar no acidente de trânsito em que curiosos se envolveram tanto na discussão a ponto de um homem decepar o dedo de uma mulher. E, como foi noticiado nos jornais, os envolvidos no acidente propriamente não se envolveram na briga.

Assim fica difícil escrever ficção. A ficção sempre foi sedutora para quem escreve diariamente por décadas. Ouço, diversas vezes, a pergunta recorrente: de onde vem a inspiração para criar essa história? De onde surgiu tal personagem? Como você concebeu aquele enredo? Você viveu aquela história que narra em seu conto? Para escrever algo no reino da ficção um dos recados recorrentes é de que exerçamos a nossa humanidade ou que a ficção, não imita a realidade e sim nos permite vê-la melhor. E temos aquela pergunta que considero a melhor: Será que tudo é o que parece?

Nós, escritores, estamos sempre propensos  a ousar e inventar, na ficção, mesmo que isso reporte a quem nos lê para os problemas da realidade. Agora, quando a realidade supera, de longe, muitas narrativas ficcionais, eu fico a pensar o que será daqueles que têm a escrita como profissão? Já não basta o baixo consumo de livros no país e agora a realidade está ganhando cores de ficção? Estaríamos contrariando aquele personagem de um filme antigo: “É curioso como as cores do mundo real parecem muito mais reais quando vistas no cinema.”

O fato é que a ficção está ganhando o status de verdade enquanto que a realidade... ahhh a realidade não está mentindo como podem suspeitar. A realidade está narrando exatamente o que é e se apropriando dos segredos da ficção para nos parecer uma brincadeira descrita em um livro qualquer.

A ficção é mais estranha que a realidade porque a ficção é obrigada a lidar com nossa humanidade e a realidade parece que não está nem aí.


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Publicado 03/12/2022 10:10


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