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Coluna Tema Livre

Por Rosan da Rocha - rrocharrosan@gmail.com

Gol de placa


O país vacinou pouco mais de 10% da população brasileira com a segunda dose contra a covid. Isto se deve pela irresponsável demora da aquisição de vacinas por parte do governo federal que, ao invés de seguir os Ministros da Saúde da época que foram ofertadas, mantinha e escutava uma turma de conselheiros negacionistas, com único propósito de chancelar a ignorância do Presidente, defendendo a cloroquina como fármaco preventivo e curativo. Sabe-se agora, comprovadamente, que a empresa Pfizer, uma das fabricantes de vacina que, inclusive, utilizou brasileiros para testes, remeteu ao governo federal 53 e-mails oferecendo o imunizante. Todos foram sistematicamente ignorados. Deste então o que se presenciou foi a morte de milhares de pessoas que poderiam ter sido salvas se o país já tivesse comprado a vacina naquele momento da oferta. Agora, com a pandemia ainda não controlada na América do Sul, alguns países resolveram não aceitar a realização de um torneio entre seleções, justamente para evitar mais proliferação da doença. Contudo, o mesmo presidente que negou a compra da vacina, na contra-mão dos países vizinhos, ofereceu o território brasileiro para realização da competição. E fez isso justamente para desviar o foco das verdades absurdas que estão aparecendo na CPI realizada no senado federal, que vai lhe custar, no mínimo, à reeleição. Com esta decisão, mais uma vez, tenta enganar o povo brasileiro com seu populismo barato  como fez o Lula quando trouxe a Olimpíada para o Brasil que não tinha qualquer condições em recebê-la. Diferentemente dos Campeonatos Brasileiros e Libertadores das Américas, que só estão acontecendo para salvar os clubes da falência total, desemprego em massa, colocando comida na mesa de centenas de milhares de trabalhadores/jogadores que estavam parados, muitos deles sem receber salários, a Copa América só dá dinheiro para a Conmebol e Confederações comandadas por pessoas envolvidas em diversas denúncias de corrupção, desvio de dinheiro, assédio sexual como no caso atual do Brasil;  todos ricos e milionários. Os clubes e seus jogadores nada recebem. Apenas os jogadores que já estão ricos, convocados para defenderem suas seleções é que ganham prestígio e alguma premiação. Nos últimos dias se aventou a hipótese de que os jogadores brasileiros da seleção, juntamente com a comissão técnica, se recusariam a disputar a competição, a fim de declararem seu repúdio a mais esta atitude desajuizada do Presidente da República. Assim, alguns de seus seguidores já começaram não só a criticar os jogadores que, até então eram ovacionadas, como também passaram a xingá-los “de antipatriotas”. Se, por ventura, concretizada esta decisão dos jogadores e comissão técnica de abandonarem a Copa América, o que acho muito difícil que aconteça, será a maior atitude de patriotismo que poderiam dar ao povo brasileiro, em consideração aos mais de 470 mil mortos, suas famílias, bem como aos milhares de brasileiros que se encontram nos hospitais, em casa se recuperando e também aos que aguardam a tão esperada vacina. Aí sim, podem ovacioná-los efusivamente porque, como craques, marcariam um belo gol de placa no Brasil dos políticos populistas, incompetentes e criminosos. Seriam campeões, não de um torneio caça-níquel para uns poucos safados, mas sim para uma massa popular que espera saúde digna e um prato de comida na mesa.

 

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