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Por Coluna esquinas -

Efêmero


Para a CIA. MÚTUA, que carrega em seu nome a reciprocidade.

Sempre gostei daquela sensação de vento no rosto. Nunca pensei sobre os motivos, mas nessa semana tive o mesmo prazer e lá estava eu, cronista, ruminando pensamentos sobre o vento, o rosto e como minha memória voa quando meu peito acolhe essa mesma sensação.

É bem possível que muitas das memórias que acreditamos ter podem ter sido editadas por nós. Sim, editadas já que toda vez que falamos ou escrevemos sobre um fato qualquer, costumamos fazer pequenas alterações, muitas delas sutis. O vento e a sensação que tenho pode ter sido editada, bem sei. Portanto, conto como cheguei a esse assunto hoje.

Alguns acontecimentos tem a capacidade em acender em nós algumas lembranças. É exatamente nesse momento que o recriamos até porque está gravado em nosso corpo essa sensação. No final de semana passada, depois de tanto tempo sem contato direto com amigxs, fomos a um aniversário com pessoas queridas e acolhedoras. Seis adultos, três crianças, um quintal espaçoso, máscaras, distanciamento e todos os cuidados pandêmicos. Mas foi lá que revivi com o vento frio, as estrelas chegando ao breu do céu, crianças brincando e aquele cheirinho de alegria esses “arquivos” guardadinhos em mim.

Sim, entre um papo e outro, uma piada, uma história. Ali entre um assunto e outro, a mente rapidamente leva a gente para lugares que só nós podemos descrever.   Vento forte e noite chegando, cheiro de bolo e risos ao fundo cruzam como um filme poético em segundos, fechamos os olhos e a máquina de memória nos leva aos encontros de uma grande família no sul do mundo.

Efêmero passeio que fica ali gravando cenas e agradecendo pela acolhida de hoje, pelo carinho de um convite ou pelo sorriso que recebe no portão. Do que somos feitos que não pequenas memórias afetivas, pequeninos instantes, generosos gestos?

São essas experiências que passamos na vida e quais os aprendizados que temos com elas que vão fazendo ser quem somos. Alguns fatos podem ser esquecidos facilmente, mas algumas formam o tecido de nossa identidade, nossos saberes e soma de experiências que fazem da gente alguém capaz de seguir refazendo, recriando, rememorando.

O que sei é que minha memória guarda o que vale a pena. Minha memória que desenhou quem sou, o que gosto, como penso, como resolvo problemas, o que gosto ou não. Guardamos o que faz o contorno desse desenho de quem somos.

Esse texto aqui é a extensão de minha memória, mesmo que efêmera. A pandemia não nos afastou totalmente, apenas selecionou aquelas amizades que ficam guardadas na memória.

Reciprocidade acontece por sintonias. Grato por me sentir acolhido em meio ao caos.

Fica a dica:

O filme Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Ano 2004. Direção Tim Burton) e as aventuras de um filho tentando entender seu pai com suas histórias fantásticas. Lindo e genial.


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