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Como recuperar a voz?


Por Cláudio Eduardo, editor de Política do DIARINHO

Não faz muito tempo que a possibilidade de aumentar o número de vereadores nas câmaras municipais causou reboliço nos legislativos da região. Em Itajaí, os tantos parlamentares que defendiam a tese de que o número de cadeiras deveria passar das 12 atuais para 21, a partir do ano que vem, usaram à exaustão o termo “representatividade”. Ignoraram o apelo popular, se renderam aos interesses partidários e, num pouco caso com o povo – aqueles a quem representam no parlamento – aprovaram o acréscimo de vagas na câmara de Vereadores. Itajaí terá 21 parlamentares a partir do ano que vem. Quem defendia a “representatividade” não representou. Votou como quis.

Passado esse período – de discussões ferrenhas, apelo de entidades, pesquisas de opinião e até guerrinha de outdoors pela cidade – de novo os vereadores vão (só que dessa vez com uma pressa típica de quem quer agir sorrateiramente) na contramão da opinião pública. Nenhuma pesquisa foi feita para comprovar isso, mas dificilmente o povo vai concordar com os novos salários aprovados, sem nenhuma discussão, pelos parlamentares. Nenhum dos ditos “representantes” do povo se ergueu contra os novos vencimentos aprovados pela câmara. A prova de que, se eles querem, eles aprovam. E não adianta manifestações contrárias. O povo virou refém de seus líderes políticos. Ao que parece, a democracia só vale para o processo eleitoral; passado isso, quem garantiu sua cadeira no legislativo pouco liga para o que os “representados” pensam. ‘Meus interesses vem na frente’? E, lógico, vão se armar com a legislação – muitas criadas e avalizadas pelos próprios – para justificar os atos. Entretanto, o legal deve também se firmar no moral. Não?

Contudo, como garantir que o interesse do povo também seja considerado na hora das lideranças tomarem as decisões? Simples (e lá vem o “conselho” clichê). O PODER está no voto. E mais uma vez fica difícil ver a recuperação da voz popular nas decisões do legislativo. Enquanto a prerrogativa dos parlamentares for confundida com a de um assistente social – alimentada tanto por quem pede quanto por quem dá –, não há melhoras à vista. As vozes vão ser caladas antes mesmo dos eleitores irem às urnas. E é lamentável saber que uma dentadura, um caminhão de areia ou o pagamento da metade da carteira de motorista é suficiente para convencer alguém a apertar a tecla “confirma” em outubro. E a vitória nas urnas sela o retorno do ciclo: o político fecha os ouvidos, os indignados cerram a boca e povo fecha os olhos, afinal, melhor não ver.


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